Associação de Pescadores de Itanhaém informou que as buscas seguem com apoio da FAB e Marinha do Brasil; família está desaparecida desde sábado

A Marinha do Brasil faz buscas desde sábado (23) a uma lancha que naufragou com três pessoas a bordo, na região de Itanhaém, no litoral de São Paulo. A embarcação, identificada como Jany, afundou por volta das 18h, nas proximidades da Ilha da Queimada Grande, popularmente conhecida como Ilha das Cobras, a cerca de 25 quilômetros da costa.
Segundo informações do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), o pedido de socorro foi feito por um dos tripulantes a uma marina local, mas o contato foi perdido logo em seguida. A lancha de 21 pés, equipada com motor de 60 HP, teve a última localização registrada nas coordenadas 24º20'19,8''S/46º36'19,02''W.
Por meio de nota enviada à reportagem, a Capitania dos Portos de São Paulo informou que ainda no sábado o Comando do 8º Distrito Naval abriu protocolo de Busca e Salvamento (SAR), e deslocou o Navio-Patrulha Guajará para atuar como navio de socorro na área indicada. A Força Aérea Brasileira também participa da operação, onde as aeronaves fazem varreduras aéreas na região.
O mau tempo, com ventos de até 90 km/h e baixa visibilidade, chegou a interromper as buscas do fim de semana. O GBMar destacou que a ocorrência ocorreu em mar aberto, fora de sua área de atuação, e por isso foi assumida pela Marinha, com apoio da FAB.
Na manhã desta segunda-feira (25), o presidente da Associação dos Pescadores de Itanhaém, Anderson Café, atualizou que pai, mãe e filho seguem desaparecidos. Ele reforçou que não procede a informação de que os tripulantes teriam sido encontrados.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que já vai para o segundo dia dentro da água gelada a fim de encontrar as vítimas. "É muito vento, com condições adversas. As buscas continuam, agora voltadas na direção do Guarujá, de acordo com o movimento da maré e do vento. A Marinha está empenhada e os pescadores estão atentos a qualquer movimentação no mar", afirmou.
Ainda na nota enviada à reportagem, a Capitania dos Portos reforçou a importância da manutenção preventiva das embarcações e do uso de equipamentos de salvatagem, além de recomendar que emergências náuticas sejam comunicadas pelo telefone 185.