Reajuste considera a inflação projetada e o crescimento do PIB de 2025
Lais Seguin
Publicado em 16/04/2026, às 16h00
O governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717, em 2027, e mantém a meta de superávit primário de 0,5% do PIB para o ano, segundo proposta enviada nesta quarta-feira (15) ao Congresso, em Brasília.
O valor foi definido com base em regras fiscais e projeções econômicas. A medida busca manter o poder de compra e respeitar o limite de gastos públicos.
O valor proposto segue uma regra já conhecida. O cálculo considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento da economia. Segundo o governo, a estimativa de inflação é de 3,06% para o período. Esse índice é divulgado pelo IBGE.
Além da inflação, entra no cálculo o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB representa tudo o que o país produz em bens e serviços. A regra voltou a ser usada em 2023. Ela combina inflação do ano anterior com o crescimento econômico de dois anos antes.
Apesar da regra de correção, o aumento não é livre. O salário mínimo em 2027 precisa seguir o chamado arcabouço fiscal. Esse sistema define quanto o governo pode gastar acima da inflação. O limite atual varia entre 0,6% e 2,5%.
Mesmo que o PIB cresça mais, o reajuste real não pode passar desse teto. Isso reduz o impacto do aumento nas contas públicas. O controle foi reforçado após medidas aprovadas no fim de 2024. A mudança incluiu o salário mínimo dentro dessas regras.
O projeto também traz estimativas para os anos seguintes. Os valores ainda podem mudar, mas indicam uma tendência de alta gradual.
Para 2028, a previsão é de R$ 1.812. Em 2029, o valor estimado é de R$ 1.913. Já em 2030, a projeção chega a R$ 2.020.
Esses números fazem parte do planejamento enviado ao Congresso Nacional. A proposta integra o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
O PLDO orienta como o governo deve montar o orçamento de cada ano. Ele precisa ser analisado e aprovado pelos parlamentares.
O salário mínimo em 2027 impacta diretamente milhões de brasileiros. Ele serve de base para aposentadorias, pensões e diversos benefícios sociais.
Programas como o abono salarial também usam o mínimo como referência. Por isso, qualquer reajuste afeta o valor recebido. Além disso, o mínimo influencia salários em várias categorias. Muitos contratos usam esse valor como piso.
O reajuste também mexe com o consumo. Quando o mínimo sobe, há mais dinheiro circulando na economia.
O valor de R$ 1.717 ainda não é uma realidade. Isso porque o Congresso ainda pode discutir e alterar pontos da proposta. Depois da aprovação, o número final entra na Lei Orçamentária. Só então passa a valer oficialmente em 2027.
Mudanças na inflação, ou no crescimento econômico, também podem afetar o valor final. Por isso, as projeções do salário mínimo em 2027 costumam ser revisadas.
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