Via ficou interditada por mais de doze horas, após um caminhão colidir contra passarela, que desabou na sequência; audiência será em 26 de março

A Ecovias e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) foram convidadas para esclarecer, na Assembleia Legislativa (Alesp), questões sobre a interdição da rodovia Anchieta após a queda de uma passarela. O acidente no km 52, em Cubatão, no litoral de SP, deixou a via interditada por mais de doze horas.
Na audiência do dia 26 de março (quarta-feira), parlamentares da Frente em Defesa da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte vão pedir um plano de contingenciamento aprimorado para que, em situações futuras de bloqueio total, motoristas possam contar com previsão de normalização dos serviços.
Segundo o coordenador da Frente Parlamentar, o deputado estadual Tenente Coimbra (PL), é essencial que as concessionárias tenham um programa de contingência estrutural. Ele também considerou "inadmissível" o tratamento dado pela Ecovias durante a ocorrência. “Acionamos os responsáveis, para que deem as devidas explicações, na Alesp, e criem, o mais rápido possível, um plano de ação, caso algo parecido aconteça novamente. Estamos falando, afinal, de milhares de motoristas que passam pelas rodovias do estado todos os dias”, diz Coimbra.
Além da audiência, os deputados da Frente Parlamentar protocolaram projeto de lei que obriga as concessionárias das rodovias a prestarem assistência aos usuários em caso de interdição total por um período maior de três horas, com tendas de apoio para parada e distribuição de água. As empresas também devem oferecer sugestão de rotas alternativas seguras e viáveis no caso de interdições.
“Um acidente pode acontecer? Sim, pode. Não há como controlar isso. Mas não é possível que passemos de novo por situação como a que vimos na semana passada: 12 horas de interdição, sem suporte, sem previsão de retomada, num calor desértico; um verdadeiro caos", diz Coimbra.