Registros feitos no bairro Jardim Cascata reacendem debate sobre estruturas na praia; mudança integra projeto de remodelação

A prefeitura de Mongaguá estuda substituir as pedras instaladas na orla da praia, como parte de projeto de remodelação da área. Medida ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram a presença de ratos na faixa de areia.
Imagens começaram a viralizar na sexta-feira (13) e foram gravadas na praia, em frente à avenida Governador Mário Covas Júnior, na altura do bairro Jardim Cascata. Nos registros, é possível ver roedores circulando pela areia e entre as pedras próximas ao mar.
Segundo o município, as estruturas foram implantadas em gestões anteriores com o objetivo de conter o impacto das ondas, que danificavam as muretas da calçada. No entanto, diante das reclamações, especialmente de quiosqueiros e moradores, a atual administração avalia alternativas para substituir o modelo por outra solução.
Moradores apontam que a combinação entre a falta de lixeiras e a presença das pedras tem favorecido a proliferação. De acordo com relatos, as estruturas funcionam como abrigo para os animais, que encontram no local condições ideais para se instalar.
Em nota, a prefeitura explicou que os ratos são animais sinantrópicos, ou seja, se estabelecem em ambientes onde há oferta de alimento, água e abrigo. A administração destacou que a presença de resíduos e de estruturas que servem de esconderijo dificulta o controle desses animais.
O município também ressaltou que o uso de venenos não é a medida mais adequada, especialmente em áreas próximas ao mar, devido ao risco ambiental e à possibilidade de contaminação de outras espécies.
Segundo a prefeitura, o controle mais eficaz passa pela eliminação das fontes de alimento e pela redução de locais que possam servir de abrigo — fatores que estão no centro das discussões sobre a requalificação da orla marítima.
A presença de ratos na faixa de areia não é um episódio isolado no litoral paulista. No fim de 2025 e início de 2026, foram registradas ocorrências semelhantes em diferentes pontos da Baixada Santista.
Em Mongaguá, registros anteriores já indicavam a circulação de roedores próximos à orla, principalmente em áreas com acúmulo de resíduos e estruturas que favorecem abrigo.
Casos também foram relatados em Praia Grande, onde vídeos de moradores apontaram a presença de ratos em trechos da praia com grande circulação de pessoas.
Em Santos, em novembro de 2025, um rato foi filmado na faixa de areia com uma pacote de paçoca na cabeça. A cena também viralizou e virou notícia.
Especialistas apontam que fatores como descarte irregular de lixo, oferta de alimento e ausência de barreiras sanitárias adequadas contribuem para a proliferação desses animais em áreas urbanas e costeiras.