Equipamento de R$ 150 mil começou a operar nesta terça-feira (17), no cemitério do Paquetá; tecnologia permite eliminar focos de difícil acesso

A cidade de Santos, litoral paulista, iniciou o uso permanente de drone equipado com sistema de pulverização, para combater o mosquito Aedes aegypti. A primeira ação ocorreu nesta terça-feira (17), no cemitério do Paquetá e na laje de um imóvel abandonado no mesmo bairro.
O equipamento, que custou cerca de R$ 150 mil, tem capacidade para 10 litros de produto e autonomia de voo de até 15 minutos. Além de captar imagens de alta resolução, o drone deposita larvicida, ou inseticida, diretamente nos focos, para eliminar criadouros em locais nos quais os agentes têm dificuldade de entrar ou visualizar.
O drone pesa 25 quilos e permite resposta imediata assim que o foco é detectado pela câmera. Segundo o secretário de Saúde, Fábio Lopez, tecnologia será essencial para vistorias em terrenos com materiais inservíveis e locais abandonados.
Em 2026, Santos já registrou 144 casos de dengue e oito de chikungunya. Nos sete mutirões realizados este ano, as equipes eliminaram 582 focos com larvas, mas enfrentaram 644 recusas de moradores para a entrada dos agentes nos imóveis; problema que o drone ajuda a contornar.
A imunização contra a dengue segue disponível para crianças e jovens de 10 a 14 anos nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. É necessário completar o esquema de duas doses (com intervalo de 90 dias). Profissionais de saúde também estão sendo vacinados com o novo imunizante do Ministério da Saúde.