Consultar fontes oficiais e placas informativas antes de entrar no mar é um cuidado simples que garante mais segurança aos banhistas
Ana Júlia Constantino
Publicado em 21/01/2026, às 10h08
Conferir se uma praia é própria para banho é fundamental antes de entrar no mar. O contato com a água imprópria pode causar problemas sérios de saúde, como infecções intestinais, estomacais, de pele, olhos e ouvidos.
A doença mais comum associada à água poluída por esgotos é a gastroenterite, que apresenta um ou mais dos seguintes sintomas: enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre. Outras manifestações menos graves incluem infecções dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
Isso ocorre porque a água pode estar contaminada por esgotos domésticos que, ao atingirem as praias, expõem os banhistas a bactérias, vírus e protozoários.
Além da gastroenterite, os microrganismos são responsáveis pela transmissão, aos banhistas, de doenças de veiculação hídrica, tais como hepatite A, cólera, febre tifoide, entre outras.
Principal fonte de informação sobre balneabilidade das praias em São Paulo é a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Órgão realiza, semanalmente, coleta de amostras da água do mar em pontos fixos ao longo de todo o litoral paulista.
Segundo a Cetesb, classificação considera a quantidade de bactérias que indicam contaminação por esgoto.
Quando os níveis estão dentro dos limites estabelecidos pelas normas ambientais, a praia é considerada própria. Caso contrário, o banho de mar não é recomendado devido ao risco de doenças.
Resultados são divulgados no Boletim de Balneabilidade, disponível no site oficial da Companhia.
Além da consulta on-line, muitas praias do litoral paulista contam com bandeiras e placas informativas instaladas na faixa de areia.
Sinalização verde indica praia própria para banho, enquanto a vermelha alerta que o contato com a água não é recomendado naquele trecho.
Essa comunicação visual é usada como forma rápida de orientar moradores e turistas, e também é de responsabilidade da Cetesb.
Outro ponto essencial para entender como saber se a praia é própria é observar as condições do tempo. Após chuvas intensas, a recomendação da Cetesb é evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas.
Isso ocorre porque o escoamento das águas pluviais, ou seja, da chuva, pode carregar resíduos e poluentes para rios e o oceano.
Água escura, excesso de espuma e cheiro forte também funcionam como sinais de alerta.
É importante citar que trechos diferentes podem ter classificações distintas.
Em cidades litorâneas, a balneabilidade pode variar entre diferentes pontos de uma mesma praia. Por isso, o ideal é sempre verificar o local específico monitorado e não apenas o nome da praia de forma geral.
Consultar fontes oficiais antes de entrar no mar é um cuidado simples que garante mais segurança e tranquilidade.
Confira mais informações a respeito nesta matéria do Costa Norte.
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