Ilhabela, Caraguatatuba, São Vicente e Guarujá lideram em pontos impróprios; Cetesb aponta Santos, Bertioga e Mongaguá com todas a praias próprias

Milhões de turistas devem passar o Réveillon nas praias do litoral de São Paulo, para aproveitar o calor de fim de ano. Mas, é aconselhável estar atento às condições das águas.
De acordo com boletim semanal da Cetesb, divulgado na segunda-feira (29), 13 praias estão com bandeira vermelha, impróprias para banho.
Estes dados indicam contaminação fecal das águas, que pode causar, principalmente, infecções gastrointestinais, de pele e de ouvido.
No litoral paulista, as cidades que têm todas as praias com bandeira verde, próprias para banho, são Bertioga, Mongaguá e Santos; município que merece destaque, pois, até a semana anterior, Santos tinha quase todas as praias impróprias e liderava o ranking de bandeiras vermelhas da região.
Confira abaixo a situação na Baixada Santista e litoral norte, ordenada pelas cidades com maior número de pontos críticos.
Ilhabela (2): Portinho e Itaquanduba;
Caraguatatuba (2): Indaiá e Prainha;
São Sebastião (1): praia de São Francisco;
Ubatuba (1): praia do Itaguá.
Cetesb coleta regularmente amostras de água em diversos pontos do litoral paulista, de forma a seguir os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 274/00, do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Principal objetivo do programa é acompanhar a qualidade das praias do estado, para oferecer à população informações que ajudem na escolha de locais seguros para banho.
Análises são feitas semanalmente, ao longo de cinco semanas consecutivas, com foco na presença de bactérias fecais como os enterococos.
Além disso, outros fatores como óleo na água, maré vermelha, proliferação de algas tóxicas e surtos de doenças de origem hídrica também são considerados, pois podem tornar a praia imprópria para banho.
A Cetesb orienta que o banho de mar seja evitado por, pelo menos, até 24 horas após chuvas intensas. Também não é aconselhável nadar em canais, córregos, ou rios, que deságuam no oceano, nem ingerir água do mar.
Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida, estão mais suscetíveis a contrair doenças ao entrarem em contato com águas contaminadas. Além da gastroenterite, há risco de infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.