Homenagem à Rainha do Mar terá atividades a partir das 11h, no Engenho D’Água, com xirê, oficina de turbante e apresentações musicais

Ilhabela, no litoral paulista, promoverá, no dia 2 de fevereiro, mais uma edição da tradicional Festa de Iemanjá, com programação religiosa, cultural e artística no Parque e Fazenda do Engenho D’Água.
Atividades começam às 11h e seguem ao longo do dia, com destaque para o cortejo noturno até o mar, um dos momentos mais simbólicos da celebração.
A festa é organizada pela prefeitura, em parceria com a Associação do Movimento Afrodescendente de Ilhabela e os zeladores de terreiros do município.
Iniciativa reconhece a importância das religiões de matriz africana e reforça a preservação das tradições afro-brasileiras, que integram a identidade cultural local e contribuem para o diálogo intercultural e o enfrentamento da intolerância religiosa.
Durante o dia, o espaço recebe apresentações musicais, manifestações tradicionais e atividades formativas. A abertura ocorre às 11h, com DJ Negrito. Às 13h, o grupo de Capoeira Lage Preta se apresenta, seguido, às 14h, pelo Maracatu Marabantu. Às 15h, ocorre a oficina de turbante, ministrada por Mãe Paula, com foco no compartilhamento de saberes e no fortalecimento da identidade afro-brasileira.
Programação segue às 16h com show de Aline Outa e Banda. Na sequência, às 17h, se apresentam o Grupo Orin Orun e o Grupo Edun Ará. A partir das 18h, o Xirê dos Orixás reúne participantes em um momento coletivo de celebração e reverência.
O cortejo com o Balaio de Iemanjá está previsto para as 20h, com saída em direção à praia do Engenho, no píer. No local, as oferendas serão conduzidas em uma embarcação que seguirá mar adentro para a entrega simbólica à Rainha do Mar, encerrando a festividade em um ritual de fé e gratidão.
Evento também contará com praça de alimentação temática, com opções gastronômicas alinhadas à proposta cultural da festa, com apoio da Associação de Comerciantes e Empresários de Ilhabela.
A escolha do Parque e Fazenda do Engenho D’Água como local da celebração ressignifica um espaço marcado pela história do período escravocrata, hoje valorizado como território de memória e herança cultural afrodescendente.