CULTURA ACESSÍVEL

Teatro Mário Covas recebe espetáculo teatral gratuito neste sábado (5)

Espetáculo 'Escola de Mulheres - Uma sátira ao patriarcado' é uma crítica ao machismo limitante; peça já cumpriu duas temporadas na capital paulista


Redação
Publicado em 04/10/2024, às 20h22 - Atualizado às 21h12

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Espetáculo  tem entrada gratuita - Divulgação
Espetáculo tem entrada gratuita - Divulgação


O teatro Mario Covas,  em Caraguatatuba, no litoral norte, recebe a peça ' Escola de Mulheres - Uma sátira ao patriarcado',  neste sábado, às 20h, com entrada gratuita. A encenação, uma crítica ao machismo limitante, é uma livre adaptação ao clássico escrito em 1662 pelo dramaturgo francês Moliére. 

O Grupo Lunar de Teatro estreou o espetáculo em agosto de 2023 e já cumpriu duas temporadas na capital paulista, além de ter sido apresentado em festivais. O novo período de circulação é possível graças à Lei Paulo Gustavo SP nº 20/2023 – Difusão Cultural. 

A montagem do Grupo Lunar altera a narrativa do texto original, escrito e encenado no século XVII, para as vozes femininas atuais, devolvendo à protagonista a escrita de seu próprio destino. A encenação conta a história de Inês, que, assim como no texto original, é uma jovem inocente destinada a se casar com Arnolfo, um velho burguês que a escolheu quando ela ainda era uma criança e a educou para ser uma esposa submissa e dependente. 



Nesta versão, quando a jovem chega na idade de se casar, um sonho a desperta para um caminho alternativo àquele arquitetado por seu suposto benfeitor. A história é contada a partir da fusão de referências da cultura europeia do século XVII e dos tipos clássicos da Commedia Dell’Arte, com influências do folclore popular brasileiro e de tradições afro-brasileiras, como elementos carnavalescos e rituais de divindades, como a Pombagira, representando sensualidade e libertação feminina.

O espetáculo tem como base a linguagem de coro cênico, na qual o elenco permanece no palco durante a peça, compõe imagens, joga com a cena e toca ao vivo. As canções da peça misturam influências renascentistas com raízes, composições e arranjos brasileiros, em busca da união entre o lírico e o popular. Cantadas e tocadas ao vivo, elas provocam uma reflexão além da sátira e torna-se um elemento fundamental ao compor um alerta crítico sobre o patriarcado, uma ponte da história com os tempos atuais. 

O elenco traz Ana Clara Fischer; Angelina Miranda; Elvis Zemenoi; Mau Machado; Pamella Bravo; Suzana Muniz; Tom Freire e Vitor Ugo.



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