Esqueleto de edificação ficava no bairro Solemar e foi implodido em 1999; implosão foi a única já realizada em Praia Grande

A cena da implosão de uma edificação sempre chama a atenção. Em poucos segundos, o que havia se tornado um problema, em determinado local, literalmente vira pó. E, a cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, já vivenciou um momento assim, no século passado.
De acordo com informações apuradas pelo historiador praia-grandense Claudio Sterque, a implosão ocorreu em julho de 1999, no bairro Solemar. Tratava-se do esqueleto de um prédio abandonado, que pertencia à Nossa Caixa Nosso Banco, antiga instituição bancária paulista.

Neno Manzon, vereador de Praia Grande à época, contou ao historiador que, partes da estrutura apodrecida pelo tempo estavam caindo sobre as casas vizinhas, principalmente, em dias de ventos fortes, o que oferecia enormes riscos. Manzon, em depoimento a Sterque, explicou: “Apresentei requerimento pedindo à prefeitura e ao Ministério Público que interviessem, notificassem o proprietário e tomassem providências. E assim foi, com a contratação da empresa para a implosão”.
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O ex-vereador prosseguiu: “Foi um processo minucioso, envolvendo os bombeiros, polícias, Defesa Civil e diversas secretarias municipais. Foi necessário o atendimento às diversas normas de evacuação da vizinhança, sinais sonoros, empacotamento do prédio por telas de aço e, claro, a técnica justa da empresa responsável pela implosão”.

Ainda segundo apurado por Sterque, esta foi a única implosão já ocorrida em Praia Grande. As fotos que ilustram esta matéria, contribuição de Yaio Yurrita Infanti ao acervo do historiador, mostram a situação em que se encontrava o esqueleto abandonado e como ele se situava próximo à praia. Também é possível ver o momento exato da implosão da estrutura, com a população acompanhando a distância.