Evento raro poderá escurecer o céu por vários minutos e será visível apenas em algumas regiões do mundo

Ver o Sol desaparecer em pleno dia pode parecer impossível, mas é exatamente isso que ocorre durante um eclipse solartotal, fenômeno raro no qual a Lua se alinha entre a Terra e o Sol e bloqueia completamente sua luz.
Considerado o mais longo deste século, um eclipse solar total deverá ocorrer nos próximos anos. Astrônomos chamam atenção para o fenômeno porque eventos desse tipo, com longa duração, são raros.
O eclipse solar total ocorrerá em 2 de agosto de 2027. A fase de totalidade, quando a Lua encobre completamente o Sol, poderá durar até 6 minutos e 22 segundos em alguns pontos do planeta.
A faixa de totalidade terá cerca de 258 quilômetros de largura. Esse corredor de escuridão atravessará dez países ao longo do trajeto do fenômeno e poderá ser visto apenas em algumas regiões do planeta.
A faixa na qual o fenômeno aparecerá por completo vai passar por países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Fora desse caminho, partes da Europa, da África e do sudoeste da Ásia poderão observar apenas um eclipse parcial. No Brasil, o fenômeno não será visível, porque a sombra da Lua ficará concentrada no hemisfério oriental da Terra.
A duração incomum está ligada a uma combinação específica de fatores astronômicos. No dia do evento, a Lua estará no perigeu, ponto da órbita quando fica mais próxima da Terra. Nessa posição, o satélite natural parece maior no céu e consegue cobrir o Sol por mais tempo.
Outro fator envolve a posição da Terra em relação ao Sol. Em determinados períodos do ano, o Sol aparece ligeiramente menor no céu, o que facilita a cobertura completa durante um eclipse total. As informações são da Nasa e do Instituto Geográfico da Espanha.
O fenômeno faz parte da chamada série Saros 136, um ciclo de eclipses que se repete aproximadamente a cada 18 anos. Essa série é conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas.
Eventos desse tipo permitem observar a coroa solar, região externa da atmosfera do Sol que normalmente fica escondida pela intensa luminosidade da estrela.
A duração prolongada também amplia o tempo disponível para pesquisas sobre a interação entre a radiação solar e a atmosfera terrestre.
O eclipse solar total de 2027 deve chamar atenção justamente por essa combinação de fatores. Fenômenos com características semelhantes podem levar décadas para ocorrer novamente, o que tem levado entusiastas da astronomia e viajantes a planejarem viagens para regiões onde o fenômeno poderá ser observado com mais clareza.