Dicas da Gree mostram que a tecnologia atual ajuda a reduzir o consumo de energia mesmo com uso de ar-condicionado nos meses de calor intenso

Com a intensificação das ondas de calor no litoral de São Paulo, o ar-condicionado volta ao centro das atenções e, para muitos consumidores, também ao topo da conta de luz, pois, em muitos casos, o aparelho pode representar até 60% do consumo de energia.
Embora o equipamento ainda seja visto como um dos principais vilões do consumo no verão, a realidade mudou nos últimos anos. A combinação entre tecnologia, escolha correta do produto e uso consciente tem permitido reduzir significativamente o gasto energético, sem renunciar ao conforto térmico.
Segundo Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, boa parte do consumo elevado ainda está ligada a equipamentos desatualizados ou à escolha incorreta do modelo. "Hoje, a tecnologia evoluiu muito. Com aparelhos adequados, eficientes e bem instalados, é possível climatizar ambientes mesmo em períodos de calor intenso sem que isso represente um impacto desproporcional na conta de luz", explica.
Um dos principais avanços do setor é a tecnologia Inverter e, mais recentemente, os modelos Auto Inverter. Diferentemente dos aparelhos convencionais, esses sistemas mantêm o compressor funcionando de forma contínua e ajustada à demanda do ambiente, e evita ciclos constantes de liga e desliga.
"O resultado é um funcionamento mais estável, com menor consumo de energia e menos picos elétricos", afirma Romenig. Essa tecnologia permite que o aparelho opere de forma eficiente em diferentes condições, sem exigir esforço excessivo do sistema.
Outro ponto fundamental para a economia está na escolha correta da capacidade do aparelho. O cálculo adequado de BTUs deve considerar o tamanho do ambiente, a incidência de Sol, o número de pessoas e a presença de equipamentos eletrônicos.
"Quando o aparelho não é dimensionado corretamente, podem ocorrer duas situações, ou ele está com a capacidade acima ou com a capacidade abaixo. Nas duas situações haverá aumento do consumo e redução da vida útil", explica o especialista.
A eficiência energética também pode (e deve) ser conferida antes da compra. A recomendação do setor é sempre optar por aparelhos com classificação A no Inmetro, que indicam melhor desempenho energético. Modelos desenvolvidos dentro desses critérios conseguem entregar climatização eficiente e consumir menos energia ao longo do tempo.
A Gree incorporou aos seus produtos funções inteligentes que atuam no equilíbrio do consumo, como modos automáticos de operação, ajustes inteligentes e sistemas baseados em inteligência artificial.
Essas tecnologias analisam o comportamento de uso, as condições do ambiente e a necessidade real de refrigeração, que ajusta o funcionamento do aparelho de forma dinâmica. "A ideia é evitar desperdícios e garantir conforto com o menor consumo possível", explica Romenig.
Mesmo os aparelhos mais eficientes podem consumir mais energia se a instalação não seguir critérios técnicos adequados. Distância incorreta entre unidades, tubulação mal dimensionada e falhas elétricas comprometem o desempenho.
De acordo com a Gree, optar por instaladores credenciados pela marca garante não apenas melhor eficiência energética, mas também a preservação da garantia do produto, considerada um diferencial competitivo da empresa.
Equipamentos antigos, sem tecnologia Inverter ou Auto Inverter e sem sistemas de controle inteligente tendem a consumir mais energia ao longo do tempo. Nesses casos, a substituição pode representar economia real na conta de luz. "A troca por um modelo mais moderno geralmente se reflete em menor consumo, mais estabilidade e melhor adaptação às condições do ambiente", explica Romenig.