A obra inaugurada no início do século XX homenageia uma das figuras ligadas à formação histórica da cidade

Quem circula pelo centro de Santos encontra monumentos que ajudam a contar diferentes capítulos da história do município. Entre eles está a homenagem a Braz Cubas, figura diretamente relacionada aos primeiros anos da ocupação da região e que ganhou uma estátua em um dos marcos históricos da cidade.
A obra chama atenção por fazer parte da memória do patrimônio público santista. O monumento a Braz Cubas foi a primeira estátua de Santos e integra o conjunto de bens protegidos pelo município.
A estátua foi inaugurada em 26 de janeiro de 1908, às 16h, tornando-se a primeira estátua instalada na cidade, de acordo com informações da prefeitura de Santos.
Também integra o primeiro grupo de monumentos públicos tombados pelo município. A proteção reconhece a importância da peça para a preservação da memória e do patrimônio histórico.
Nascido na cidade do Porto, em Portugal, em dezembro de 1507, Braz Cubas era filho de Isabel Nunes e João Pires Cubas, que foi provedor da Santa Casa.
Ele chegou ao Brasil em 1531 e, anos depois, em 1545, inaugurou a primeira Santa Casa de Misericórdia do país, denominada por ele como Todos os Santos. O nome acabou associado à vila que se desenvolvia nas proximidades do Outeiro de Santa Catarina.
Braz Cubas também exerceu a função de governador da Capitania de São Vicente. Em 1552, construiu o Forte São Felipe, localizado na Ilha de Santo Amaro, e participou da defesa da capitania contra ataques dos tamoios, aliados dos invasores franceses.
Ele morreu em Santos, em 1592, e era considerado uma das figuras de maior prestígio da capitania naquele período, ainda de acordo com a prefeitura.
A importância histórica da estátua fez com que ela fosse incluída no primeiro grupo de monumentos públicos tombados pelo município.
O Conselho de Defesa do Patrimônio de Santos (CONDEPASA) protege a obra por meio da resolução SC01/97, de 20 de maio de 1997. O registro consta no Livro Tombo 01, inscrição 24, folha 5, referente ao processo nº 11.338/96-97, também segundo a prefeitura.
A homenagem, portanto, preserva a memória de Braz Cubas e parte da própria história urbana de Santos.