OS SEM CARNAVAL

Cidade no litoral norte de SP oferta natureza e cultura para quem quer distância do Carnaval

Em São Sebastião, vale passeio no Centro Histórico, sem deixar de lado a concorrida Rua da Praia, rios, ilhas paradisíacas e praias da costa sul


Reginaldo Pupo
Publicado em 13/02/2025, às 11h51

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Turistas nas proximidades da ilha Montão de Trigo, em São Sebastião - Reginaldo Pupo
Turistas nas proximidades da ilha Montão de Trigo, em São Sebastião - Reginaldo Pupo


Nem todos gostam da agitação da festa do Momo. Para estes que estiverem em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, e querem distância da badalação do Carnaval, que este ano ocorre entre 1 e 5 de março, há opções por passeios mais tranquilas que as belas praias que deverão receber milhares de turistas durante o período. Como alternativa, a cidade é rica em histórica, cultura, esportes, ecoturismo, gastronomia, compras, artesanato e vida noturna.

O Centro Histórico é para quem gosta de fazer caminhadas e, até, compras nas lojinhas de artesanato. A região faz lembrar a cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, devido à existência de casarões coloniais construídos entre os séculos XVII e XVIII. São sete quarteirões tombados pelo patrimônio histórico, nos quais funcionam comércios e residências.

Vale um passeio pela charmosa rua da Praia, principal ponto turístico da região central. É palco de manifestações artísticas, eventos e shows e concentra bares, cafeterias, sorveterias e restaurantes com gastronomia típica caiçara, com destaque para os frutos do mar. Várias lojas de artesanato ficam abertas até as 22h, com lembrancinhas da cidade e trabalhos feitos  com motivos marinhos. Tem até uma praça com quiosques ocupados por artesãos, que produzem seu material ali mesmo, no píer e na calçada-mirante que ladeia a via e possibilita a observação de tartarugas bem próximas às pedras.



Rua do Meio e calçada-mirante - André Santos/PMSS
Rua do Meio atrai turistas o ano inteiro - André Santos/PMSS
Centro Histório com igreja matriz ao fundo - André Santos/PMSS

Outra opção é iniciar o passeio pela igreja matriz de São Sebastião, construída no século XVII, com a inusitada combinação de pedra, cal de conchas e óleo de baleia, em estilo jesuítico, com composições renascentistas, moderadas e regulares. O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o Barroco, e a capela-mor, mais estreita, é o modelo mais comum do Brasil colonial. Ao final dos anos 1990, o prédio começou a apresentar problemas estruturais nas colunas e paredes e foi interditado, para obras de restauro nos anos 2000.

Resgate da história



Os turistas que visitarem a igreja estarão diante  de um resgate da história, pois, durante a reforma, foram encontradas valiosas imagens sacras do século XVII e ossadas humanas enterradas debaixo da igreja, prática comum no período. Com as escavações, também foram encontrados sinais do piso construído no século XIX e marcas na parede identificando antigas janelas. São detalhes que fascinarão os apaixonados por história. A igreja fica na praça Major João Fernandes, 22, centro histórico.

As imagens encontradas durante a reforma da igreja matriz estão situadas a poucos metros dali, na capela São Gonçalo, onde funciona o museu de Arte Sacra. Ela foi construída no século XVII e recebe, anualmente, estudantes de arquitetura, devido à técnica de construção feita em pedra assentada sobre o barro. Apesar das pequenas dimensões, trata-se de importante exemplar da arquitetura religiosa da época colonial. A capela fica na rua Sebastião Silvestre Neves, s/nº, centro histórico, e é aberta de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada franca. Informações podem ser obtidas pelo telefone: (12) 3892 4286.

Rica natureza

O município também oferece opções que colocam o turista em contato com a natureza. Um dos atrativos mais cobiçados são os passeios de barco, canoa, stand-up e caiaque pelo rio Sahy, em Barra do Sahy, na costa sul da cidade. Vários barqueiros promovem o passeio e podem ser contratados  ali mesmo. O passeio rio acima tem trechos que lembram a Amazônia, e passa por área de proteção ambiental, na Unidade de Conservação de Uso Sustentável. Durante a navegação, é possível notar a água transparente, peixinhos de água doce e muita vegetação típica da Mata Atlântica.



Passeio de barco pelo Rio Sahy, na Costa Sul de São Sebastião - Foto Reginaldo Pupo
Passeio de barco pelo Rio Sahy, na Costa Sul de São Sebastião - Foto Reginaldo Pupo

Se sobrar disposição, contrate o mesmo barqueiro para romper o mar e fazer um passeio até a ilha Montão de Trigo ou em As Ilhas, dois paraísos de águas verdes cristalinas. No segundo destino, há uma pequena faixa de areia na qual os visitantes podem aproveitar para tomar um banho de mar para se refrescar.

Se o calor for intenso durante o Carnaval, e as praias se tornarem irresistíveis, procure as menos procuradas. Uma dica é a praia da Baleia, também na costa sul. Por ter extensa faixa de areia, por mais que esteja movimentada, sempre sobrará muito espaço. Ela é a preferida dos pais que gostam de levar seus filhos para brincar ou andar de bicicleta.

As praias da região sul são as mais favoráveis para assistir ao pôr do sol, que, nesta época do ano, se põe no mar. As melhores praias para assistir ao espetáculo da natureza são Guaecá; Toque-Toque Grande; Toque-Toque Pequeno; Paúba; Maresias; Boicuçanga; Cambury; Baleia; Barra do Sahy; Barra do Una e Jureia.



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