Autora e seu companheiro foram presos em flagrante pelo crime ocorrido na sexta-feira (7), no bairro Beira Mar; mulher deixou bilhete ao lado do corpo

Uma mulher de 65 anos, conhecida como “Gringa”, confessou ter matado um homem e comido os órgão dele (pênis e coração), em Peruíbe, no litoral paulista. Ela e o companheiro, de 42 anos, foram presos em flagrante, mas ele nega participação. A vítima de 60 anos, identificada como Celso Marques Ferreira, teve o peito e o pescoço dilacerados. Todos os envolvidos no crime são moradores em situação de rua.
Em boletim de ocorrência, ao qual nossa equipe teve acesso, policiais militares acionados para a ocorrência relatam que encontraram o cadáver com vários ferimentos de arma branca e sem o pênis, em via pública. Ao lado do corpo de Celso havia um bilhete com o aviso “estuprador pega gringa", o que poderia ser uma referência à autora do crime.
Com o bilhete em mãos, os policiais foram até uma praça e encontraram uma mulher de 65 anos, cujo apelido é “Gringa”, acompanhada de seu companheiro. Os policiais conversaram com outros moradores em situação de rua, os quais contaram que o companheiro de Gringa teria ameaçado Celso na semana anterior ao crime; eles ainda relataram que os autores foram ela, o companheiro e outro homem de apelido “Negão”.
Por sua vez, Gringa afirmou que conhecia Celso e que ele era estuprador de crianças; essa informação era espalhada por ela a diversas pessoas. No local ainda foi encontrado um objeto perfuro-cortante, com cabo vermelho e manchas de sangue na lâmina, que foi apreendido.

Na delegacia, a autora disse que usa drogas e álcool; ela manteve as acusações de estupro, mas não soube dizer qual criança Celso havia estuprado. Após a vítima supostamente ter dito que “merecia morrer por tudo o que fez”, segundo Gringa, ela o matou “com a força do pensamento”. Confessou que arrancou o coração e a genitália da vítima, queimou e comeu. O companheiro negou qualquer participação no crime, mas, mesmo assim, os dois foram presos em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel. O homem identificado apenas como “Negão” é investigado, assim como outros moradores em situação de rua.
A filha de Celso compareceu à Delegacia de Polícia de Peruíbe e disse que ele usava drogas e álcool, e vivia em situação de rua havia mais de 15 anos, mas frequentava a casa dela pela manhã e à noite. Em uma dessas visitas, ele estava junto a um casal, os autores do crime, com os quais convivia na praça onde foi encontrado morto. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Delegacia de Polícia de Peruíbe investiga o caso.