BUSCAS

Corpo de turista que se afogou em Barra do Sahy é encontrado, após dois dias de buscas

Vítima de 38 anos, da Grande São Paulo, nadava com familiares em uma lagoa natural da praia; o corpo foi localizado na manhã desta quinta-feira (2)


Reginaldo Pupo
Publicado em 02/01/2025, às 12h45 - Atualizado às 13h56

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Bote do GBMar durante buscas a turista desaparecido em Barra do Sahy - Divulgação
Bote do GBMar durante buscas a turista desaparecido em Barra do Sahy - Divulgação


O corpo de um turista, que passava as festas de ano novo na praia de Barra do Sahy, em São Sebastião, no litoral norte paulista, foi localizado na manhã desta quinta-feira (2) pelo GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo). A vítima, que tinha 38 anos e morava na Grande São Paulo, mergulhava, na quarta-feira (1), em uma piscina natural localizada no canto esquerdo da praia, junto com alguns familiares. Por motivos ainda não esclarecidos, ele se afogou.

Os bombeiros do GBMar localizaram o turista na manhã de hoje, por volta das 10h30, após buscas realizadas em frente à praia e nas costeiras. Ao menos 20 pessoas foram utilizadas nas buscas. Os familiares que o acompanhavam no momento do afogamento reconheceram o corpo, que foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) do centro de São Sebastião.

Causas de afogamentos

Nesta época do ano, o número de vítimas por afogamento cresce exponencialmente, devido à quantidade de turistas que visitam as praias do litoral paulista. O pico acontece justamente entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, as principais causas de afogamento nas praias são a falta de habilidade para nadar, desconhecimento das condições do local, cansaço do nadador, consumo de álcool e drogas, traumatismos por mergulho em águas rasas ou com pedras, cãibras, além de problemas de saúde, como infartos e crises convulsivas.



O afogamento secundário é uma consequência do consumo de álcool e drogas, crises agudas de doenças, como infarto do miocárdio, AVC e convulsões. Segundo a corporação, a água salgada é mais perigosa que a água doce, pois o sódio entra nos alvéolos pulmonares e atrai grande quantidade de líquido. Os bombeiros alertam que é importante saber a profundidade do lugar no qual se está entrando para nadar.

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