Corpos foram resgatados em diferentes pontos do litoral paulista; apenas duas vítimas do naufrágio da lancha Jane foram reconhecidas oficialmente

O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) atualizou, nesta segunda-feira (1º), informações sobre as buscas aos três tripulantes da embarcação Jane, que naufragou no sábado (24), a mais de 20 quilômetros da costa de Itanhaém, no litoral de São Paulo.
Durante as buscas pelo médico veterinário Bruno Silva Dias, proprietário da lancha, e seus pais Lucídio Francisco Dias e Maria Aparecida da Silva Dias, quatro corpos foram encontrados desde a semana passada, em diferentes pontos da região.
De acordo com o tenente Eduardo Campanhola, chefe da comunicação social do GBMar, os registros ocorreram entre os dias 26 e 31 de agosto. Apesar dos resgates, somente duas das três vítimas foram reconhecidas oficialmente pelos familiares até o momento.
O primeiro corpo foi localizado em 26 de agosto, na região de Maresias, em São Sebastião. A vítima, uma mulher branca, utilizava colete salva-vidas e foi resgatada pela equipe do Bote de Salvamento Inflável e identificada como Maria Aparecida.
No dia seguinte, 27 de agosto, uma equipe da Lancha Markus foi acionada após o avistamento de um corpo masculino em avançado estado de decomposição, próximo à ilha das Palmas, em Guarujá.

O corpo foi preservado inicialmente por uma embarcação da Marinha e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Neste mesmo dia, a lancha utilizada pela família foi localizada pela Marinha do Brasil a cerca de 11km da costa de São Sebastião.
Já em 29 de agosto, pescadores informaram o avistamento de mais uma vítima, desta vez nas proximidades da ilha Anchieta, em Ubatuba. O corpo, de um homem com colete salva-vidas, foi retirado da água pela moto aquática 3312 e levado ao IML.
A vítima possui tatuagens semelhantes à do médico veterinário Bruno Silva, um dos tripulantes. Na manhã desta terça-feira (2), o GBMar informou que o irmão da vítima reconheceu oficialmente, no IML de Caraguatatuba, que o corpo localizado é de Bruno.
O quarto corpo foi encontrado em 31 de agosto, perto do Forte Itapema, em Guarujá. A vítima é um homem pardo, de aproximadamente 35 anos, usava calça jeans e blusa amarela e preta. O resgate foi feito pela Lancha 85504, com apoio da Polícia Militar.
Segundo o tenente Campanhola, o familiar informou que verificou nos IMLs os outros dois corpos citados, mas nenhum deles era compatível com o corpo do pai, Lucídio Francisco.
Ainda de acordo com o GBMar, a Marinha do Brasil informou que as operações estão temporariamente suspensas, entretanto, não descarta novas operações, caso surjam indícios ou novas demandas.
Ainda de acordo com o tenente, familiares dos tripulantes seguirão para os IMLs da Baixada Santista e litoral norte, a fim de tentar reconhecer oficialmente as vítimas. A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) instaurou inquérito para investigar as causas do naufrágio, e informou que a embarcação será utilizada como apoio nas apurações.
Desde sábado (23), um contingente de mais de 80 agentes da Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, PMSP e GBMar faz operações de busca e salvamento pelos três desaparecidos após o naufrágio da lancha Jany. O acidente ocorreu próximo à ilha da Queimada Grande (ilha das Cobras), a cerca de 25km da costa.
As vítimas saíram de uma marina em Guarujá, em direção à ilha das Cobras, mas os fortes ventos acompanhados de chuva atingiram os tripulantes. Um pedido de socorro foi feito por um deles a uma marina local, mas o contato foi perdido em seguida.
As buscas foram retomadas na manhã da quinta-feira (28) e se estendeu até o litoral norte, onde o corpo de Maria foi localizado. Além dos agentes oficiais, as buscas contaram com a participação de pescadores locais e embarcações particulares.