SAÚDE PÚBLICA

Brasil confirma 88 casos de mpox; maioria está em São Paulo

Em caso de suspeita, é importante buscar atendimento médico para avaliação adequada e prevenção de complicações


Lais Seguin
Publicado em 25/02/2026, às 15h51

FacebookTwitterWhatsApp

mpox
Muitas pessoas ainda não conhecem a mpox e se surpreendem com a forma como a doença se espalha - Foto: Freepik


Brasil já registra 88 casos confirmados de mpox em 2026, com concentração em São Paulo, segundo o Ministério da Saúde. Avanço recente acende alerta e aumenta a busca por informações sobre sintomas, transmissão e formas de prevenção.

Distribuição dos casos de mpox pelo país

A maior parte dos casos de mpox está em São Paulo, com 62 registros. Restante está distribuído entre outros estados. Veja:

  • Rio de Janeiro: 15 casos;
  • Rondônia: 4 casos;
  • Minas Gerais: 3 casos;
  • Rio Grande do Sul: 2 casos;
  • Distrito Federal: 1 caso;
  • Paraná: 1 caso.

Em 2025, o país registrou 1.079 casos de mpox e duas mortes. No mesmo período do ano anterior, foram 215 confirmações. Apesar de o número atual ser menor, surgimento de novos registros em 2026 mantém o monitoramento ativo. Informações são da Agência Brasil.



Sintomas e formas de transmissão da mpox

A mpox é causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola humana. A transmissão ocorre principalmente por:

  • Contato direto com lesões na pele;
  • Fluídos corporais, como saliva e sangue;
  • Gotículas respiratórias em contato prolongado;
  • Objetos contaminados, como roupas e lençóis.

Sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, cansaço, gânglios linfáticos inchados e lesões na pele, que podem aparecer em rosto, mãos, pés, genitais e outras partes do corpo. Período de incubação varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias.

Para mais informações sobre a mpox, consulte o site do Ministério da Saúde.



Como prevenir a mpox?

Para reduzir o risco de contágio, infectologistas indicam medidas simples:

  • Evitar contato direto com pessoas infectadas;
  • Não compartilhar roupas, toalhas nem lençóis;
  • Lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;
  • Usar máscara em ambientes com casos confirmados.

O cuidado com lesões na pele é essencial para evitar infecções secundárias. Em casos de sintomas, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

Tratamento e cuidados durante a doença

Não existe tratamento específico para a mpox, e a maioria dos casos se cura sozinha em algumas semanas. Cuidados incluem:



  • Descanso e hidratação;
  • Controle de febre e dor com medicamentos, conforme orientação médica;
  • Higienização das lesões e proteção com curativos.

Pessoas com imunidade comprometida podem necessitar de antivirais, sempre sob supervisão médica. Também é importante não coçar nem manipular as lesões e manter a higiene adequada.

O Ministério da Saúde mantém monitoramento da mpox em parceria com as vigilâncias estaduais. Acompanhar os dados e conhecer os sintomas ajuda a identificar sinais precoces e buscar orientação médica quando necessário.

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!