País registra novos casos da doença neste ano e autoridades reforçam atenção aos primeiros sintomas

A mpox voltou ao radar das autoridades sanitárias brasileiras após o registro de 55 casos confirmados, nos primeiros meses de 2026, conforme dados divulgados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, órgão vinculado ao Ministério da Saúde.
Registros deste início de ano seguem sob acompanhamento das secretarias estaduais e da vigilância epidemiológica nacional. Equipes reforçam a necessidade de a população saber identificar os sintomas e agir rapidamente diante de qualquer suspeita.
A doença, também conhecida como 'varíola dos macacos', é causada por um vírus e costuma se manifestar inicialmente com:
Feridas externas começam a aparecer em alguns e são consideradas a principal característica clínica da doença.
Elas começam como manchas avermelhadas, evoluem para bolhas com líquido e, posteriormente, formam crostas. Podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés e também em regiões íntimas.
Período de incubação varia entre 3 e 21 dias após o contato com o vírus. Conforme o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Orientação principal é procurar uma unidade de saúde assim que surgirem sinais compatíveis com a doença.
Diagnóstico é feito por exame laboratorial e o paciente deve permanecer em isolamento até a cicatrização completa das lesões, medida fundamental para evitar a disseminação da doença.
Tratamento é voltado para o alívio dos sintomas, como controle da febre e da dor, já que a maioria dos quadros evolui de forma leve a moderada. No entanto, pessoas com baixa imunidade, gestantes e crianças exigem atenção redobrada.
No Brasil, a mpox é uma doença de notificação compulsória, conforme determina o Ministério da Saúde.
Isso significa que casos suspeitos e confirmados devem ser comunicados às autoridades sanitárias, permitindo monitoramento epidemiológico e adoção de estratégias de controle.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também mantém acompanhamento global da doença e reforça a importância de informações baseadas em evidências para evitar desinformação e estigmatização.
Embora o número atual de ocorrências seja considerado controlado, é importante reconhecer rapidamente os sintomas e buscar atendimento, medidas decisivas para interromper a cadeia de transmissão da mpox.