Sylvia Ramuth revela como a ingestão de drinques interfere nos resultados do plano alimentar e aponta estratégias para reduzir os efeitos no organismo

Brindar com os amigos faz parte da vida social de muitos brasileiros, e não é pouca gente. Segundo a 3ª edição do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), publicada em setembro de 2025 pela Unifesp, em parceria com a Senad/MJSP,42,5% da população consome bebidas alcoólicas.
Mas será que dá para curtir esses momentos sem colocar em risco a dieta, ainda mais para quem está na luta para emagrecer e se livrar daquela “pochete” insistente?
De acordo com a médica Sylvia Ramuth, diretora técnica do Emagrecentro, rede com quase quatro décadas de atuação em emagrecimento e estética corporal, a bebida alcoólica, ao ser ingerida, é absorvida e metabolizada pelo fígado, podendo interromper temporariamente a queima de gorduras e carboidratos. “Enquanto o organismo está ocupado em processar o etílico, a taxa metabólica da alimentação fica em segundo plano”, explica.
O Emagrecentro, fundado em 1986 e reconhecido por aplicar método exclusivo de perda de peso aprovado cientificamente, defende que a reeducação alimentar e o equilíbrio são as melhores estratégias para quem busca resultados sustentáveis.
“Não é necessário abolir totalmente o consumo social de álcool, mas é fundamental compreender seus efeitos e saber administrá-los dentro do plano alimentar”, acrescenta Sylvia.
Diversos estudos indicam que, se a pessoa mantiver um déficit calórico global, ou seja, consumir menos calorias do que gasta, ainda é possível perder peso mesmo ingerindo bebida alcoólica.
No entanto, vale lembrar que o álcool não fornece nutrientes significativos e, em excesso, está associado a riscos para o fígado, o coração e o sistema nervoso.
A seguir, a médica dá quatro orientações práticas para equilibrar o brinde ocasional com uma rotina saudável:
Nem todo coquetel é igual. Prefira os que contenham menos açúcar e menor teor calórico. Vinhos secos, por exemplo, têm entre 100 e 120 calorias por taça, enquanto drinques com xaropes e licores podem ultrapassar 300 calorias. Para quem busca emagrecer, escolher versões mais simples faz diferença.
O álcool é diurético, aumenta a perda de líquidos e favorece a ressaca. Alternar cada dose com um copo de água ajuda o fígado a processar melhor o destilado, reduz a retenção de líquidos e diminui a vontade de continuar bebendo.
Quem pratica exercícios deve ter atenção redobrada. O álcool atrapalha a recuperação muscular e pode aumentar o risco de lesões. Se for brindar, priorize dias sem treino no dia seguinte.
Ter um número máximo em mente evita exageros e mantém o equilíbrio do plano alimentar. As calorias se acumulam rapidamente e o metabolismo fica sobrecarregado, o que dificulta o emagrecimento.