Especialista em hormonologia, com foco em obesidade e longevidade, alerta para a importância de cultivar hábitos saudáveis desde a infância

Dados divulgados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que, no Brasil, uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos sofre com excesso de peso. A Organização Mundial de Saúde reconhece a obesidade como doença crônica, progressiva e multifatorial.
O médico clínico geral Dr. Marcelo Bechara, especialista em hormonologia, com foco em obesidade e longevidade, destaca que o sobrepeso durante a infância e início da adolescência pode desencadear problemas na fase adulta.
Prevenir a obesidade infantil é cuidar não apenas do presente, mas também do futuro dos pequenos, evitando doenças graves na fase adulta. Quando não é tratado cedo, o sobrepeso em crianças e adolescentes pode se transformar em obesidade crônica, aumentando as chances de diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares”, explica o especialista.
Segundo análise do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), o sobrepeso entre crianças e adolescentes subiu cerca de 9%, entre 2014 e 2024. A pesquisa estima que 2,6 milhões de jovens sofrem com algum tipo de sobrepeso no Brasil.
“Atualmente, temos uma geração que já nasceu conectada à internet e que, muitas vezes, não se dedica a atividades físicas ou esportes. Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis limitem o tempo excessivo de telas, incentivando brincadeiras e exercícios, além de manter uma alimentação adequada. Quando falamos de obesidade, o tema vai muito além da estética, estamos tratando de saúde e qualidade de vida. E, quando o assunto são os mais jovens, o exemplo de pais e responsáveis é sempre inspirador”, concluiu.