ALERTA SANITÁRIO

Anvisa encontra irregularidades e proíbe venda de insulina, tirzepatida e peptídeos

Medida atinge produtos sem registro, medicamento manipulado irregularmente e lotes que apresentaram problemas de qualidade

Fachada da Anvisa, com o nome da agência em destaque na entrada do prédio
Anvisa determinou a proibição de venda e outras medidas contra medicamentos e produtos irregulares - Divulgação/Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta terça-feira (6), a venda de diversos medicamentos e produtos irregulares no país. A medida inclui todos os lotes de uma insulina distribuída por uma empresa sem autorização para comercialização de medicamentos, além de medicamento manipulado irregularmente e peptídeos sem registro nem cadastro na agência.

As determinações constam na Resolução nº 3.947/2026, publicada pela Anvisa. Entre os produtos atingidos estão itens comercializados pela internet, incluindo uma tirzepatida, além de outros peptídeos.

Insulina é proibida

A Anvisa determinou a proibição de todos os lotes da insulina glargina 3 mL/100 UI produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. Segundo a agência, a empresa distribuiu o medicamento sem possuir Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para a atividade de distribuição de medicamentos, em desacordo com a legislação sanitária.

Uma inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis (RJ), em 9 de setembro, constatou que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e que não havia licença sanitária identificada no local.

Medicamento manipulado também é alvo

A medida também determinou que a Sintonia Pharma Farmácia com Manipulação Ltda. não venda, distribua ou divulgue o produto Vermefree.

De acordo com a Anvisa, foi constatada a comercialização e a publicidade de um medicamento manipulado padronizado e não individualizado diretamente ao público, sem a prescrição de um profissional competente.



A divulgação e a comercialização eram feitas por meio de site e redes sociais.

Peptídeos sem registro

A Anvisa também proibiu a venda de diversos peptídeos sem registro, que eram comercializados pelo site Peptideos Pro. A determinação impede que os produtos sejam vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados ou utilizados.

A medida vale para quaisquer pessoas físicas ou jurídicas e veículos de comunicação. Também foram proibidos produtos sem notificação ou cadastro na Anvisa que seriam fabricados por uma empresa desconhecida e comercializados pelo site Peptídeos do Brasil.



Entre os produtos que devem ser apreendidos estão:

  • BPC157 & TB500 40mg, da Alluvi Healthcare;

  • NAD+ 1000mg, da Synedica Labs;

  • Tirzegen 60mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm;

  • Retagen 40mg Retatrutide, da Oxygen Pharm;

  • Glow GHK-CU 70mg, da Alluvi Healthcare;

  • Retatrutide 40mg, da Alluvi Healthcare.

Anvisa determina recolhimento de outros medicamentos

A resolução também trata do recolhimento de medicamentos que apresentaram problemas específicos de qualidade.

A Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. informou à Anvisa o recolhimento voluntário do lote JNYJ1201 do medicamento biológico Imaavy 300mg. Segundo a fabricante, existe a possibilidade da presença de partículas de vidro no interior dos frascos desse lote.



Por isso, a resolução determina a suspensão da venda, da distribuição e do uso do produto. Outro medicamento atingido é o Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

A Anvisa determinou o recolhimento do lote 0000207107. Nesse caso, foi confirmado um desvio de qualidade relacionado à perda de esterilidade da solução, provocado pelo comprometimento da integridade da embalagem primária.

Com isso, foram suspensas a venda, distribuição, exportação e utilização do lote. O produto é um antibiótico utilizado para o tratamento de infecções graves. As medidas determinadas pela Anvisa estão descritas na Resolução nº 3.947/2026, publicada no Diário Oficial da União.



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