AVALIAÇÃO

Pesquisa indica mudança no apoio ao governo Lula em meio ao tarifaço

Dados foram divulgados pela Quaest Pesquisa, em parceria com a Genial Investimentos; foram entrevistadas 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto

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Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, postura de Lula contra o tarifaço de Trump influenciou os números - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest nesta quarta-feira (20) mostra um ligeiro aumento na popularidade do governo Lula (PT) no momento. A aprovação subiu de 43% para 46%, crescimento de três pontos percentuais.

A taxa de desaprovação caiu de 53% para 51%. Já o índice de quem não soube ou não respondeu diminuiu de 4% para 3%. A pesquisa anterior havia sido realizada em julho deste ano.

Avaliação geral

Quando questionados sobre o mandato de Lula de forma geral, 39% avaliaram como negativo,  queda de um ponto em relação ao levantamento anterior. Já 31% consideraram positivo (alta de três pontos) e 27% avaliaram como regular (queda de um ponto). Os que não souberam ou não responderam somam 3%, redução de um ponto.



Tarifaço

Em relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, 71% afirmaram que o presidente Donald Trump está errado em aplicar as taxas por acreditar que exista perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro — queda de um ponto em relação à pesquisa anterior. Já 21% acham que Trump está correto, um aumento de dois pontos.

Os que não souberam ou não responderam somam 8%, queda de um ponto percentual.

Sobre como o Brasil deve reagir, 67% disseram que o país deve negociar com os Estados Unidos (alta de seis pontos). Já 26% defenderam que o Brasil deve retaliar com taxas (queda de cinco pontos). Os que não souberam ou não responderam representam 7%, redução de um ponto.



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Segundo a maioria, Donald Trump erra ao aplicar as taxas por considerar que há perseguição a Bolsonaro - AFP

Posicionamento político

Na escala de posições políticas, 30% não têm posicionamento; 20% se consideram de direita, mas não bolsonaristas; 19% são apoiadores de Lula; 14% se identificam como de esquerda, mas não lulistas; e 13% são bolsonaristas. Os que não souberam ou não responderam somam 4%.

Causas

O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, apontou os possíveis motivos para os novos números apresentados.



“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, disse Nunes.

Metodologia

Foram entrevistadas 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso significa que, a cada 100 pesquisas, 95 apresentariam resultados dentro da margem de erro.

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