Paulo Alexandre Barbosa propôs audiência na Câmara para discutir proteção on-line de menores com deficiência, após denúncias do youtuber

O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP) quer ouvir o youtuber Felipe Bressanim, o Felca, na Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Câmara. A proposta é debater políticas públicas para proteger crianças e adolescentes com deficiência no ambiente virtual.
O pedido foi apresentado após a repercussão de um vídeo de Felca denunciando a “adultização” de crianças nas redes sociais e possíveis crimes virtuais ligados a algoritmos e conteúdos direcionados. O conteúdo já ultrapassou 40 milhões de visualizações.
Além do youtuber, Barbosa sugere a participação de três autoridades: Lilian Cintra de Melo, secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça; Anna Paula Feminella, secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Segundo o parlamentar, crianças e adolescentes com deficiência são mais expostos a riscos como exploração sexual, cyberbullying, golpes e exclusão digital. “É preciso reforçar a proteção e adaptar as medidas às necessidades desse público”, afirmou. O deputado destaca que limitações cognitivas, motoras ou sensoriais podem dificultar a identificação de riscos e a denúncia. Predadores virtuais, diz ele, exploram essas fragilidades para manipular e isolar vítimas.
Barbosa mantém atuação constante na pauta. Recentemente, apresentou projetos para ampliar a acessibilidade em aplicativos de transporte e permitir que organizações sociais atuem no atendimento especializado a pessoas com deficiência.
O requerimento para a audiência será analisado pela Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência. Se aprovado, a data para o debate será definida pela Câmara.
Nesta sexta-feira (15), o influenciador paraibano Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Eles são investigados por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos para redes sociais.
A prisão resultou de ação conjunta entre o Ministério Público da Paraíba, Ministério Público do Trabalho, polícias civis da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal. A Justiça aponta “fortes indícios” de crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular.