AÇÃO PENAL

STF marca julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe; veja datas

Processo tem como alvo um grupo batizado de “núcleo crucial”, pela PGR, composto por nomes estratégicos do governo do ex-presidente


Redação
Publicado em 15/08/2025, às 14h00

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Jair Bolsonaro é apontado como líder do grupo - Ton Molina/STF


O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 2 de setembro o início do julgamento da ação penal que tem como réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado.

A definição da data foi feita a pedido do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O julgamento terá oito encontros -  seis deles extraordinários (fora do horário regular da Primeira Turma):



  • 2 de setembro -  (terça-feira): 9h
  • 3 de setembro -  (quarta-feira): 9h
  • 9 de setembro -  (terça-feira): 9h e 14h
  • 10 de setembro -  (quarta-feira): 9h
  • 12 de setembro -  (sexta-feira): 9h e 14h

A Ação Penal 2668 é considerada a mais avançada entre as investigações sobre a denúncia de tentativa de golpe, via Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo envolve o chamado “núcleo crucial”, apontado como formado pelas principais lideranças do complô. 

Quem são os réus

  • Alexandre Ramagem – deputado federal (PL-RJ) e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-comandante do Exército
  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022

Todos respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

A única exceção é Alexandre Ramagem, que teve suspensa, pela Câmara dos Deputados, a análise dos crimes ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando já exercia mandato. Mesmo assim, ele segue respondendo por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.



Já Jair Bolsonaro é apontado como líder do grupo.

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