Serpente peçonhenta foi capturada pelos bombeiros no Portal Patrimônio e devolvida ao habitat natural em área distante de residências

Uma jararaca (Bothrops jararaca) foi encontrada dentro da lavanderia de uma residência na manhã deste sábado (29), no bairro Portal Patrimônio, em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10h para capturar a serpente peçonhenta na rua Fortaleza.
Segundo os bombeiros, a equipe seguiu ao endereço e constatou que o animal estava no interior da lavanderia. A jararaca foi capturada com segurança, sem registro de acidente durante a ocorrência.
A serpente foi levada para uma área considerada adequada e distante de residências, onde retornou ao habitat natural.
As jararacas pertencem ao gênero Bothrops. Segundo o Instituto Butantan, essas serpentes podem ser encontradas em zonas rurais e periferias de cidades, principalmente em locais úmidos e com presença de roedores, que fazem parte de sua alimentação.
O Butantan recomenda manter as áreas próximas às residências limpas, evitar acúmulo de lixo e entulho e acondicionar resíduos em recipientes fechados. Esses cuidados também ajudam a evitar a presença de roedores e, consequentemente, reduzem condições que podem atrair serpentes.
A jararaca é uma serpente peçonhenta. De acordo com o Instituto Butantan, as serpentes do gênero Bothrops, grupo que inclui as jararacas, respondem por cerca de 90% dos acidentes ofídicos registrados no Brasil.
Entre as características da jararaca estão desenhos que lembram um “V” invertido pelo corpo, fosseta loreal, estrutura localizada entre o olho e a narina, e cauda lisa e afilada.
Acidentes com serpentes do grupo das jararacas podem provocar dor e inchaço no local da picada, além de manchas arroxeadas e sangramento. Casos mais graves podem apresentar complicações como necrose e insuficiência renal.
O Instituto Butantan orienta que a vítima lave o local com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquete, cortar ou furar a região atingida, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras sobre a ferida.
Não é necessário capturar ou levar a serpente ao hospital. Segundo o Butantan, caso seja possível fazer isso sem se aproximar ou correr riscos, uma fotografia pode ajudar na identificação do animal.