Médico-veterinário detalha quais espécies da fauna brasileira possuem formato pontiagudo e quebram a regra por não apresentarem risco aos humanos

Identificar uma cobra venenosa apenas pelo formato da cabeça é um erro muito comum. O mito de que toda serpente peçonhenta possui a cabeça triangular cai por terra quando analisamos a fauna brasileira, que abriga espécies perigosas com características visuais bem diferentes.
O médico-veterinário Danilo Sato abordou o tema no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral. Segundo o apresentador, a regra do formato da cabeça não garante a segurança de quem cruza com o animal.
A jararaca, por exemplo, possui peçonha e cabeça em forma de triângulo. Já a cascavel e a coral verdadeira, responsáveis por acidentes ofídicos gravíssimos no Brasil, apresentam cabeças arredondadas.
No extremo oposto, existem cobras com a cabeça pontiaguda, e inofensivas. Sato cita a jiboia, a periquitamboia (conhecida como cobra-papagaio) e a caninana, espécie com presença frequente em áreas de mata do litoral paulista. Todas elas possuem o formato triangular, mas não têm veneno.
Em caso de acidente ofídico, o especialista orienta a lavagem imediata do local com água corrente e sabão. O paciente não deve esfregar a ferida com força, para evitar que o veneno se espalhe pela região afetada. O próximo passo exige a busca rápida por um pronto atendimento médico para avaliação e possível aplicação do soro antiofídico.
O veterinário também faz um alerta rigoroso sobre práticas populares perigosas, vistas com frequência em filmes. A vítima nunca deve amarrar o membro (fazer garrote) ou permitir que alguém tente sugar o veneno com a boca, atitude que provoca a intoxicação imediata de uma segunda pessoa.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.