Fotógrafo Rafael Mesquita flagrou diversos filhotes de golfinho-pintado-do-Atlântico proporcionando um show de saltos; conheça mais sobre a espécie

Você viu aqui no Portal Costa Norte, na quarta-feira (9), o incrível flagrante que o fotógrafo Rafael Mesquita, especialista em imagens da fauna marinha, fez de um exemplar de peixe-lua, um dos maiores peixes do mundo, no mar de Guaratuba, em Bertioga, litoral de São Paulo, na terça-feira (8). E, junto do peixe gigante, diversos golfinhos-pintados-do-Atlântico (Stenella frontalis) também podiam ser avistados. Pois Rafael também fez flagrantes sensacionais desses animais, inclusive de um deles “surfando" uma onda.
A série de clicks foi postada por Rafael em seu perfil no Instagram. Segundo o fotógrafo, eram filhotes que proporcionaram um verdadeiro show de saltos. Além do flagrante do golfinho surfista, o fotógrafo destacou outro momento, quando um dos filhotes salta para fora da água, mostrando a barriga e o umbigo para a câmera.

Aliás, Rafael chamou a atenção para esse detalhe: sim, os golfinhos possuem umbigo, como nós, humanos. É a marca do local onde ficava o cordão umbilical durante a gestação. “Temos muito em comum com esses animais, o que é mais um motivo para que sejamos conscientes sobre o uso que fazemos do mar”, lembrou o fotógrafo.
Rafael também destacou alguns clicks que fez de indivíduos adultos da espécie, no mesmo dia, e que mostram bem o motivo de seu nome popular, golfinho-pintado-do-Atlântico. O fotógrafo explicou que os indivíduos dessa espécie vão desenvolvendo pintas ao longo dos anos, daí o seu nome. Essas pintas costumam se intensificar, à medida que o animal envelhece.

Além das pintas, outra característica da espécie é que ela só ocorre no oceano Atlântico. Eles podem alcançar por volta de 2,3 metros de comprimento e até 140 quilos; costumam viver mais próximos à costa, em grupos de 5 até 15 indivíduos, mas também podem ser solitários. Além disso, costumam se associar a outras espécies de golfinhos.
O golfinho-pintado-do-atlântico se alimenta de lulas, peixes e outros tipos de invertebrados. Devido ao fato de ser um animal costeiro, a espécie costuma sofrer os impactos da presença humana e ser capturado acidentalmente, por meio da pesca, ou mesmo, sofrendo emalhamento em redes de pesca.