PEIXÃO

Um dos maiores peixes do mundo é avistado no mar de Guaratuba, em Bertioga

Peixe-lua foi avistado pelo fotógrafo Rafael Mesquita, na terça-feira (8); o peixe gigante estava acompanhado de golfinhos-pintados-do-Atlântico


Esther Zancan
Publicado em 09/10/2024, às 15h05

FacebookTwitterWhatsApp

Registro do peixe-lua, na praia de Guaratuba; imagem de drone - Reprodução /Instagram @rafa.mesquita
Registro do peixe-lua, na praia de Guaratuba; imagem de drone - Reprodução /Instagram @rafa.mesquita


Um dos maiores peixes do mundo foi avistado na terça-feira (8), no mar da praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O peixe conhecido como peixe-lua (Mola mola), devido ao seu curioso formato, é considerado o maior e mais pesado peixe ósseo do planeta. O peixe gigante foi avistado pelo fotógrafo Rafael Mesquita, especialista em imagens da fauna marinha.

Rafael relatou, em sua conta no Instagram, que o peixe-lua estava cercado por golfinhos-pintados-do-Atlântico (Stenella frontalis). “Ainda tive a sorte de encontrá-lo com alguns golfinhos-pintados-do-atlântico, que, assim como eu, estavam curiosos com a figura pitoresca dessa espécie de peixe. Que privilégio ter tanta diversidade tão perto de casa!”, disse Rafael.



O avistamento ocorreu no través da praia de Guaratuba, a aproximadamente 4 milhas da costa. Este não foi o primeiro peixe-lua que o fotógrafo flagrou neste ano. Em julho, Rafael havia avistado outro exemplar, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

Peixe-lua

Como o próprio nome remete, o peixe-lua se assemelha ao nosso satélite natural. Além de possuir uma silhueta circular, chama a atenção como seu corpo termina de forma abrupta, parecendo até que foi cortado ao meio. Ele é um dos gigantes dos mares. Indivíduos da espécie podem alcançar mais de três metros e pesar quase duas toneladas. Outra característica marcante é que eles não possuem escamas, e, sim, uma pele bem grossa. 

O peixe-lua  também é considerado o vertebrado mais fértil do planeta. Uma única fêmea da espécie é capaz de liberar 300 milhões de ovos. Sua alimentação consiste, principalmente, de águas vivas, caravelas, peixes pequenos, zooplâncton e algas. Devido ao seu peculiar formato, a sua propulsão é um tanto lenta, o que o torna uma presa fácil para tubarões. A espécie também é classificada como vulnerável à extinção, cuja pesca acidental representa o maior risco.



Para mais conteúdos:

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!