PEIXÃO

Peixe gigante encalha em praia do litoral sul de SP

Peixe conhecido como mero foi encontrado, já sem vida, em uma praia de Iguape; conheça mais sobre a espécie, que pode ultrapassar os 400 quilos


Esther Zancan
Publicado em 03/10/2024, às 09h23

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Mero encontrado em praia do litoral de SP tinha 2 metros e aproximadamente 200 quilos - Ed Ventura/Instituto Bioventura
Mero encontrado em praia do litoral de SP tinha 2 metros e aproximadamente 200 quilos - Ed Ventura/Instituto Bioventura


Um peixe da espécie conhecida como mero encalhou na praia do rio Verde, na Estação Ecológica Jureia-Itatins, em Iguape, no litoral sul de São Paulo. O animal, já sem vida, foi encontrado no sábado (28) pelo biólogo do Instituto Bioventura e guia ecológico Ed Ventura. De acordo com Ventura, o peixe era um gigante de 2 metros e aproximadamente 200 quilos.

A área onde o peixão foi encontrado é restrita a pesquisadores autorizados. O biólogo contou ao Portal Costa Norte que, apesar de ser uma área de ocorrência desta espécie, foi a primeira vez que ele encontrou um mero. Ventura acredita que o peixe tenha sido levado para a faixa de areia pelas fortes ondas da noite anterior. O biólogo disse que a carcaça do peixe já estava sendo devorada por duas espécies de urubu, o urubu-comum e o urubu-de-cabeça-vermelha, e já começava a exalar um forte odor.

Carcaça do mero
Carcaça do mero já estava sendo devorada por urubus - Foto Ed Ventura/Instituto Bioventura



Ainda de acordo com Ventura, o mero, apesar de seu tamanho, é um peixe pacífico e não representa perigo algum para as pessoas. A espécie costuma até se aproximar de mergulhadores. Devido a essas características, infelizmente eles costumam ser caçados, para serem exibidos como troféus. O biólogo lembra que é uma espécie em extinção.

Curiosidades da espécie

Os meros normalmente são encontrados em áreas costeiras e rasas, em regiões tropicais e subtropicais por todo o planeta. Eles são importantes para o equilíbrio do habitat, pois são predadores de topo de cadeia. Eles se alimentam de outros peixes e invertebrados. Com a diminuição da espécie, o risco é que ocorra um aumento da quantidade de outros peixes carnívoros, que possuem o hábito de se alimentar de peixes herbívoros, o que pode acarretar no aumento de algas. Essas algas podem modificar o ambiente, de alguma forma. 

Alguns indivíduos da espécie podem ultrapassar os 400 quilos. O seu nome científico é Epinephelus itajara, que significa "o senhor das pedras", pois tem o hábito de se esconder entre pedras e até em restos de naufrágios. 



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