RELAÇÕES DE CONSUMO

Procon leva direitos do consumidor a comunidade indígena no litoral de SP

Ação na aldeia Rio Silveira teve palestra e entrega de cartilha que será traduzida para o guarani e línguas de outras etnias


Redação
Publicado em 22/04/2025, às 09h14

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Aldeia Rio Silveira fica em Boraceia, entre as cidades de Bertioga e São Sebastião - Divulgação/Procon-SP
Aldeia Rio Silveira fica em Boraceia, entre as cidades de Bertioga e São Sebastião - Divulgação/Procon-SP


O Procon-SP apresentou, na semana passada, conteúdo sobre direitos do consumidor aos indígenas da aldeia Rio Silveira, localizada em Boraceia, na divisa entre as cidades de Bertioga e São Sebastião, no litoral de São Paulo. Em conjunto com a Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas, da Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo, foram levantadas algumas características e necessidades práticas dos integrantes daquele território, o que resultou em apresentação feita em guarani, tupi e português, seguida de  palestra para crianças e adolescentes, sobre direitos básicos do consumidor.

De acordo com o Procon-SP, o próximo passo é traduzir a cartilha, que foi preparada após encontros com representantes da comunidade, para línguas de diversas etnias em todas as regiões do estado de São Paulo, começando pelo guarani e pelo tupi. Para o Secretário Executivo da Justiça e Cidadania do estado, Raul Christiano, “esta é uma ação de cidadania baseada no diálogo com as comunidades, que é uma marca da atual gestão, que busca atender as reais necessidades dos indígenas do estado”.

Procon na aldeia indígena
Houve também uma palestra para crianças e adolescentes, sobre direitos básicos do consumidor - Divulgação/Procon-SP



O diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho, reforçou o compromisso do órgão em atuar na defesa dos consumidores e, agora, ampliar este trabalho também para os povos indígenas, que têm os mesmos direitos de todos os demais brasileiros. Já para a diretora de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Elaine da Cruz, que coordena a iniciativa, “o grande desafio está sendo compreender os raciocínios dos indígenas e ‘traduzir’ conceitos não encontrados facilmente nas línguas nativas, permitindo que eles sejam beneficiados com o uso correto do Código de Defesa do Consumidor”.

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