FICOU AMARGO

Páscoa: disparada no preço do cacau prevê aumento de 10% nos ovos de chocolate

CDL Santos Praia projeta aumento no valor dos ovos de Páscoa, na Baixada Santista, e possibilidade de queda nas vendas e substituição por caixas de bombom


Redação
Publicado em 20/03/2025, às 16h49

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Devido à crise, também houve queda na fabricação de ovos de Páscoa - Divulgação/CDL Santos Praia
Devido à crise, também houve queda na fabricação de ovos de Páscoa - Divulgação/CDL Santos Praia


A crise do cacau deve ser sentida neste ano no bolso, e a Páscoa dos moradores da Baixada Santista também deve amargar com os preços dos ovos de chocolate. A previsão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia prevê aumento de 10% no preço da guloseima, e projeta possível cenário para o período. O presidente da entidade, Nicolau Miguel Obeidi, comenta: “Com a disparada não só do cacau, mas de outros insumos, os ovos estão mais caros e é possível que, neste ano, as pessoas comprem menos ou prefiram caixas de bombom, para não passar em branco”.

Por que o chocolate ficou caro?

As mudanças climáticas influenciaram a produção nas lavouras dos maiores produtores mundiais na África, que representa 70% do fornecimento mundial de cacau e, como é uma commodity, o preço é definido internacionalmente. Com isso, o preço quase triplicou com relação ao ano passado. Isso também afetou a indústria que, enquanto em 2024 fabricou cerca de 58 milhões de unidades, neste ano deve ficar em torno de 45 milhões. Além disso, o tamanho dos ovos também diminuiu e apresenta até mudanças na composição na tentativa de driblar a crise.

Como garantir o chocolate da Páscoa

De acordo com a CDL Santos Praia, o segredo é pesquisar, acompanhar ofertas em lojas menores, empórios, hortifrutis, mercados, além de descontos na compra de mais produtos. “Muitas vezes, quem tem muitos filhos pode optar por um ovo maior para que toda família aproveite. Além disso, uma opção para quem não quer deixar a data em branco é montar kits com chocolates, que podem sair mais barato. Para quem não tem pressa, deixar para depois da Páscoa pode garantir descontos de mais de 50% em alguns casos”, finaliza Obeidi.



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