CONSUMO

Nem TripAdvisor, nem Google Maps. Instagram “decide” 70% das escolhas de restaurantes no Brasil

Dados são de pesquisa inédita sobre o setor. Qualidade da comida segue como critério mais importante para 38,2% dos entrevistados


Reginaldo Pupo
Publicado em 21/08/2025, às 18h00

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mulher fotografando prato de comida
Busca por fotos de pratos representa 38,2% das buscas, segundo pesquisa - Pexels / Helena Lopes


Considerado a maior plataforma de turismo do mundo, o site TripAdvisor é conhecido em todo o mundo como referência para quem busca meios gastronômicos, como restaurantes, bistrôs, bares, pizzarias, cafeterias, chocolatarias, entre outros. Uma das qualidades da plataforma é a possibilidade de realizar avaliações sore os lugares visitados.

Por esse motivo, o TripAdvisor é muito buscado pelo público por causa das avaliações feitas pelos clientes, antes de decidir visitá-lo. Mas, uma pesquisa realizada recentemente mostra que o cenário mudou. Segundo um levantamento feito pela Brazil Panels & Behavior Insights, com 2.548 pessoas em todo o país, revela que 70,2% dos consumidores já foram a um restaurante após vê-lo no Instagram.

O aplicativo é, atualmente, o maior influenciador das escolhas gastronômicas dos brasileiros. Os dados consolidam a rede social como ferramenta essencial para o setor, superando até mesmo recomendações de amigos e familiares, que influenciam 53,1% das decisões. Até mesmo o Google Maps, outra ferramenta utilizada por quem busca restaurantes, ficou “esquecido” pelo público.



Apesar do peso do digital, a qualidade da comida segue como o critério mais importante para 38,2% dos entrevistados, seguido por preço (23%) e atendimento (17,1%).

Lembrado ou ignorado

A exposição nas redes faz a diferença entre ser lembrado ou ignorado. O Instagram é a principal fonte de busca por informações sobre restaurantes (69%), com fotos de pratos (38,2%) e vídeos de preparação (23,5%), como os conteúdos mais atraentes.

O estudo também mapeou hábitos de consumo. A maioria dos brasileiros come fora apenas algumas vezes por mês (31%), ou raramente (39,5%), e quando o fazem, o delivery via iFood (61,4%) ou aplicativos próprios (35%) dominam. Pizza (63,9%) e churrasco (61,9%) lideram as preferências, enquanto culinárias como japonesa (33,2%) e chinesa (30,4%) enfrentam resistência.



O consumidor moderno pesquisa, compara e decide pelo celular, mas exige que a experiência ao vivo corresponda ao que viu on-line. A disposição para pagar mais também existe: 32,4% gastam até R$ 100 por pessoa, e 25,2% não se importam com distância se o restaurante for bom.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada com base em 2.548 respondentes, estratificados por classe social, faixa etária, gênero e região geográfica. A distribuição por classe mostrou predominância da classe C (45,7%), seguida pelas classes B (34,5%) e D/E (11,2%), enquanto a classe A representou 8,6%.

Quanto à idade, a média foi de 47 anos, com maior participação das faixas de 45-54 anos (27,7%) e 35-44 anos (24,8%). No perfil de gênero, 54,2% dos participantes identificaram-se como feminino; 30,3% como masculino; 15,3% como não-binários e 0,2% preferiram não responder.



Regionalmente, o Sudeste concentrou a maior parte dos respondentes (48,8%), seguido pelo Nordeste (24,3%); Sul (15,2%); Norte (6,6%) e Centro-Oeste (5%). Os dados foram coletados de forma representativa, garantindo abrangência e diversidade na amostra.

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