CURIOSIDADES

Ilha das Cobras: entenda a fama e as restrições de acesso

Região abriga uma das maiores concentrações de serpentes do mundo


Ana Júlia Constantino
Publicado em 16/04/2026, às 16h07

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Orla da Ilha das Cobras
Acesso à ilha é restrito e controlado por órgãos ambientais. Visitas permitidas apenas com autorização especial, geralmente para pesquisadores - Foto: Marília Ruberti/Instituto Butantan


A chamada “Ilha das Cobras”, nome popular da ilha da Queimada Grande, desperta curiosidade e medo ao mesmo tempo. Localizada no litoral paulista, em Itanhaém, a área é conhecida por abrigar a jararaca-ilhoa, espécie de serpente altamente venenosa e endêmica da região.

De acordo com o Instituto Butantan, muitas das histórias que circulam sobre o local são exageradas, embora a ilha realmente tenha uma grande concentração de cobras devido ao isolamento geográfico e à ausência de predadores naturais.

Por que há tantas cobras nesta ilha?

A alta concentração de serpentes resulta de um processo evolutivo. Com o isolamento da ilha ao longo dos anos, as cobras se adaptaram ao ambiente local, onde a principal fonte de alimento são aves migratórias.



A espécie predominante é a jararaca-ilhoa, considerada uma das mais venenosas da América do Sul. Sua presença em grande número está diretamente ligada à falta de predadores e à abundância de alimento.

É proibido visitar a ilha das Cobras?

Sim. O acesso à ilha é restrito e controlado por órgãos ambientais. Visitas só são permitidas com autorização especial, geralmente para pesquisadores.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a restrição é necessária para preservar o ecossistema local e garantir a segurança, já que o ambiente apresenta riscos reais devido à presença das serpentes.



Mitos e verdades

Apesar da fama de “ilha mais perigosa do mundo”, o Instituto Butantan também explica que nem tudo o que se diz sobre o local é verdadeiro. Não há, por exemplo, registros de ataques em massa, como muitas histórias sugerem.

O fato é que a densidade de serpentes é elevada e exige cuidados rigorosos, motivo pelo qual a área permanece protegida e com acesso controlado.

Assim, a illha das Cobras reúne ciência, curiosidade e preservação ambiental, mostrando que, por trás dos comentários nas redes sociais, existe um ecossistema único e importante para a biodiversidade brasileira.



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