Paralisação que afetou cidades da Baixada Santista chega ao fim após decisão judicial; limpeza urbana volta com até 100% do efetivo em alguns municípios

A greve dos trabalhadores da limpeza urbana e coleta de lixo, que atingiu seis cidades da Baixada Santista, foi encerrada e os serviços começaram a ser retomados na região.
Paralisação começou na segunda-feira (16) e envolveu cerca de três mil profissionais, com interrupção total das atividades nos municípios Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga.
Greve foi motivada por divergências entre o sindicato e as empresas responsáveis pelos serviços, Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e o Consórcio PG Eco Ambiental, em relação aos valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR), referentes ao ano-base de 2025.
Segundo o Siemaco Baixada Santista, os trabalhadores contestavam valores recebidos, considerados abaixo do esperado, além de apontarem falta de clareza nos critérios de cálculo das metas e dos pagamentos.
De acordo com as empresas, a retomada ocorreu após audiência realizada na noite de segunda-feira (16), com participação do sindicato. Na ocasião, ficou definido que seriam feitas assembleias com os trabalhadores para garantir o retorno das atividades essenciais, com mínimo de 70% do efetivo em operação.
A medida segue determinação da Justiça do Trabalho, que reconheceu a essencialidade dos serviços de limpeza urbana e a necessidade de manutenção das atividades em benefício da população.
Após as assembleias, os serviços foram restabelecidos com diferentes níveis de operação nas cidades:
Em nota, as empresas informaram que os valores do PPR foram apurados e pagos conforme os critérios definidos em acordo coletivo de trabalho, com base em metas previamente estabelecidas e conhecidas pela categoria.
O grupo também afirmou que permanece à disposição da Justiça do Trabalho e do sindicato para prestar esclarecimentos e dar continuidade às negociações.
Nova audiência foi marcada para sexta-feira (20). Até lá, os serviços seguem conforme determinação judicial.
As empresas reiteraram o compromisso com a continuidade dos serviços essenciais, a transparência nas relações de trabalho e o atendimento à população das cidades atendidas.