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Cidades da Baixada Santista estão entre as mais urbanizadas do estado de SP

Levantamento da Fundação Seade mostra que população paulista ficou mais urbana em 12 anos, entre os Censos realizados em 2010 e 2022


Redação
Publicado em 21/03/2025, às 10h29

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Região administrativa de Santos tem o maior grau de urbanização do estado - Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos
Região administrativa de Santos tem o maior grau de urbanização do estado - Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos


Levantamento realizado pela Fundação Seade, com base nos dados dos últimos Censos do IBGE, de 2010 e 2022, mostram que a população do estado de São Paulo ficou mais urbana. E, cidades da Baixada Santista aparecem entre as com maior índice de urbanização no estado. A região administrativa de Santos está na frente com 99,6%, seguida pela Região Metropolitana de São Paulo (99,2%).

Apesar de a Baixada Santista liderar o ranking de urbanização no estado, ela foi a única, entre as 16 regiões administrativas paulistas, que registrou queda no grau de urbanização, de 0,2 ponto percentual. As cidades de Santos, São Vicente e Cubatão aparecem no estudo com  99,9% de grau de urbanização; Guarujá e Praia Grande vêm em seguida, com 99,7%.

Dos 44.411.238 de habitantes do estado de São Paulo em 2022, 42.997.899 viviam na região urbana (96,8%) e 1.413.339 (3,2%) no meio rural. Em comparação com 2010, houve crescimento de 3.187.555 habitantes, com aumento de 3.449.693 entre a população urbana, e queda de 262.138, na rural. A proporção da população urbana era de 95,9% para 4,1% na rural em 2010. Assim, o grau de urbanização no estado cresceu 0,9 ponto percentual em 12 anos.



População em 2010

  • Total: 41.223.683;
  • Urbana: 39.548.206 (95,9%);
  • Rural: 1.675.477 (4,1%).

População em 2022

  • Total: 44.411.238;
  • Urbana: 42.997.899 (96,8%);
  • Rural: 1.413.339 (3,2%).

Para Paulo Borlina Maia, pesquisador da Fundação Seade, “esses números refletem uma tendência global de concentração da população em áreas urbanas, impulsionada por fatores como oportunidades de trabalho e acesso a serviços”.

Confira o grau de urbanização de cada Região Administrativa do estado:



  • Santos: 99,6% (queda de 0,2 p.p.);
  • Região Metropolitana de São Paulo: 99,2% (crescimento de 0,3 p.p.);
  • Ribeirão Preto: 98% (crescimento de 0,5 p.p.);
  • Central: 96,7% (crescimento de 1,7 p.p.);
  • Franca: 96,5% (crescimento de 1,9 p.p.);
  • Campinas: 96% (crescimento de 1,1 p.p.);
  • Barretos: 95,5% (crescimento de 0,9 p.p.);
  • Bauru: 95,1% (crescimento de 0,7 p.p.);
  • São José dos Campos: 95% (crescimento de 0,9 p.p.);
  • São José do Rio Preto: 94,6% (crescimento de 2,8 p.p.);
  • Marília: 94,1% (crescimento de 1,8 p.p.);
  • Araçatuba: 93% (crescimento de 0,9 p.p.);
  • Sorocaba: 92% (crescimento de 3,2 p.p.);
  • Presidente Prudente: 89,5% (crescimento de 0,7 p.p.);
  • Itapeva: 78,3% (crescimento de 2,2 p.p.);
  • Registro: 75,1% (crescimento de 3,7 p.p).

20 cidades do estado com maior grau de urbanização:

  • Águas de São Pedro: 100%;
  • Carapicuíba: 100%;
  • Diadema: 100%;
  • Jandira: 100%;
  • São Caetano do Sul: 100%;
  • Taboão da Serra: 100%;
  • Osasco: 100%;
  • Itaquaquecetuba: 100%;
  • Barueri: 100%;
  • Guarulhos: 100%;
  • Santos: 99,9%;
  • São Vicente: 99,9%;
  • Santo André: 99,9%;
  • Cubatão: 99,9%;
  • São Paulo: 99,8%;
  • Americana: 99,8%;
  • Poá: 99,8%;
  • Guarujá: 99,7%;
  • Várzea Paulista: 99,7%;
  • Mauá: 99,7%.
Guarujá
Cidade de Guarujá aparece entre as 20 mais urbanizadas do estado de SP - Prefeitura de Guarujá

Avanço da urbanização

Segundo a Fundação Seade, em 2022, a urbanização se intensificou no estado, passando a registrar 31% de seus municípios (197) com grau superior a 95%. Os municípios no grau intermediário passaram de 423 para 402. Apenas 46 municípios (7%), mais localizados na região serrana do Vale do Paraíba, no Pontal do Paranapanema e ao sul, apresentaram proporção inferior a 65%, e somente a cidade de Pedra Bela, no interior, permaneceu com grau inferior a 35%, sendo o município paulista com menor grau de urbanização (27,1%).



Com informações de governo de SP

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