ZAGARINO ANALISA

R$ 30 bilhões por ano não bastam? Congresso aumenta salários enquanto o Brasil paga a conta!

R$ 30 bilhões por ano não bastam? Congresso aumenta salários enquanto o Brasil paga a conta!
José Cruz/Agência Brasil


Enquanto o brasileiro calcula se consegue pagar o supermercado do mês, o Congresso Nacional aprovou reajuste salarial e ampliação de benefícios para servidores da Câmara e do Senado.

Hoje, o custo anual do Legislativo federal já ultrapassa R$ 30 bilhões por ano. Ainda assim, decidiram aumentar. O projeto aprovado prevê:

  • Reajustes salariais escalonados, elevando remunerações que já superam facilmente os R$ 20 mil, R$ 30 mil e, em alguns casos, ultrapassam o teto constitucional;
  • Reestruturação de carreiras, criando novas referências remuneratórias;
  • Ampliação de benefícios e folgas administrativas;
  • E impacto estimado em centenas de milhões de reais por ano, que se transformam em bilhões ao longo do tempo.

Parte do aumento ocorre por meio de gratificações e verbas classificadas como indenizatórias. Na prática, isso permite que valores sejam pagos fora da lógica direta do salário-base, criando uma zona cinzenta que relativiza o teto constitucional e infla a folha sem parecer aumento formal de salário.



No Brasil, o Congresso consome mais de R$ 80 milhões por dia do orçamento público.

Cada reajuste aprovado amplia essa conta, que sai do bolso do contribuinte.

O Brasil enfrenta um cenário com dívida pública superior a R$ 8 trilhões, um déficit fiscal recorrente, um governo petista que pressiona para aumentar impostos com um crescimento econômico anêmico.



O Congresso é quem vota o Orçamento e é quem deveria cobrar responsabilidade fiscal do Executivo. Mas, quando se trata da própria estrutura, a austeridade desaparece, vide a cobrança por aumento de emendas parlamentares e agora com aumento de estrutura.

Enquanto milhões de brasileiros vivem com R$ 1.500, R$ 2.000 por mês, o Legislativo discute como reorganizar salários que já estão no topo da pirâmide do serviço público.

Um país endividado não pode tratar reajuste interno como se estivesse em abundância fiscal.



R$ 30 bilhões por ano não bastam?

O Brasil precisa de responsabilidade. Não de autoproteção corporativa. E quem paga essa conta, como sempre, é você.

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