
Enquanto o brasileiro calcula se consegue pagar o supermercado do mês, o Congresso Nacional aprovou reajuste salarial e ampliação de benefícios para servidores da Câmara e do Senado.
Hoje, o custo anual do Legislativo federal já ultrapassa R$ 30 bilhões por ano. Ainda assim, decidiram aumentar. O projeto aprovado prevê:
Parte do aumento ocorre por meio de gratificações e verbas classificadas como indenizatórias. Na prática, isso permite que valores sejam pagos fora da lógica direta do salário-base, criando uma zona cinzenta que relativiza o teto constitucional e infla a folha sem parecer aumento formal de salário.
No Brasil, o Congresso consome mais de R$ 80 milhões por dia do orçamento público.
Cada reajuste aprovado amplia essa conta, que sai do bolso do contribuinte.
O Brasil enfrenta um cenário com dívida pública superior a R$ 8 trilhões, um déficit fiscal recorrente, um governo petista que pressiona para aumentar impostos com um crescimento econômico anêmico.
O Congresso é quem vota o Orçamento e é quem deveria cobrar responsabilidade fiscal do Executivo. Mas, quando se trata da própria estrutura, a austeridade desaparece, vide a cobrança por aumento de emendas parlamentares e agora com aumento de estrutura.
Enquanto milhões de brasileiros vivem com R$ 1.500, R$ 2.000 por mês, o Legislativo discute como reorganizar salários que já estão no topo da pirâmide do serviço público.
Um país endividado não pode tratar reajuste interno como se estivesse em abundância fiscal.
R$ 30 bilhões por ano não bastam?
O Brasil precisa de responsabilidade. Não de autoproteção corporativa. E quem paga essa conta, como sempre, é você.