Em sua 12ª edição, o combate ao etarismo terá foco especial no palco do Santos Jazz Festival; shows ocorrem no Sesc Santos e Arcos do Valongo

Os fãs de boa música já têm programa marcado para esta semana, em Santos. O Santos Jazz Festivalchega a sua 12ª edição com uma programação plural, gratuita, e que reforça seus propósitos de representatividade, equidade e de luta contra todo tipo de preconceito. Neste ano, sob o tema Sons da Esperança, o combate ao etarismo receberá atenção especial. E a novidade surge já no show de abertura, que promete emocionar com um encontro de gerações no palco.
O festival começa às 19 horas de quinta-feira (25), no teatro do Sesc Santos (rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida), com um concerto especial de abertura, que reunirá a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, com Alaíde Costa, de 88 anos, a grande dama da bossa nova, que acaba de ser premiada em Cannes, e dois jovens talentosos músicos da atualidade: o baiano Tiganá Santana e a prata da casa Monna. Juntos, eles farão uma homenagem à genial obra de Milton Nascimento.
Como se não bastasse, a condução da noite ficará por sob a responsabilidade de outros dois jovens, o casal Samuel Sestaro e Isabela Correia, os mestres de cerimônia, que marcam posição sobre como é possível e necessária também a integração de pessoas com deficiência intelectual.
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Mais uma vez, o palco principal será no Centro Histórico de Santos, no Arcos do Valongo (rua Comendador Neto, 3). Serão 15 shows, entre sexta-feira e domingo (26 a 28), com grandes nomes do país, como o rapper BNegão, Tássia Reis e Thalma de Freitas, que comemora 50 anos, e fará participação especial no festival. O Santos Jazz Festival também abre espaço a diversos artistas locais e fará reverência à obra de gigantes da música, como Johnny Alf, Mercedes Sosa, o movimento Buena Vista Social Club, Chico Buarque, Tim Maia e Dorival Caymmi. Além disso, a VDJ Jô Discolada promete aquecer os intervalos e colocar todo mundo pra dançar. Por falar em dançar, o encerramento terá o show de comemoração dos 25 anos de atividade do Clube do Balanço.
Jamir Lopes, curador e diretor que assina a produção do festival, informa: “Todo nosso line-up dialoga com a diversidade e a democratização da arte. Neste ano, temos a honra de poder trazer ao palco a imensa Alaíde Costa, que está recebendo nos últimos tempos a reparação histórica pelo protagonismo na bossa nova e tudo que representa para a música popular brasileira. Outra homenagem que muito nos toca nesta edição é a Johnny Alf, que assim como Alaíde, sofreu veladamente todo tipo de preconceito e que terá um tributo especial. E não posso deixar de citar a resistência da música latino-americana, que vamos reverenciar com apresentações dedicadas a dois símbolos: Mercedes Sosa e o Buena Vista Social Club”.
Por falar no melhor da música, a feliz coincidência do ano que marca 80 anos de vida de Chico Buarque e os 110 que completaria Dorival Caymmi, não poderiam ficar de fora e estão com espaço garantido na programação. Denise Covas, diretora executiva do evento, diz: “Realizar um festival reverenciando os grandes mestres da música e, apresentando os novos, é o grande prazer e desafio de todos os anos. A cada edição tentamos trazer artistas que, de certa forma, espelham a sociedade com suas diferenças e pluralidades. Estar nessa sintonia faz com que nosso público também seja diverso, exatamente como é formada uma sociedade”.

Em 11 edições, o Santos Jazz Festival soma 225 shows, 45 workshops e oficinas, mais de mil músicos envolvidos e público superior a 100 mil pessoas. Entre os artistas que já participaram estão Hermeto Paschoal; Egberto Gismonti; César Camargo Mariano; Mônica Salmaso; João Donato; João Bosco; Banda Mantiqueira; Rosa Passos; Leny Andrade; Yamandu Costa; Arismar Espírito Santo e dezenas de outros grandes músicos nacionais, internacionais e muitos talentos locais. Colocar luz aos novos também sempre foi um propósito do evento. Ayrton Montarroys, Vanessa Moreno, Rael, Liniker, Xênia França e Francisco El Hombre foram algumas das estrelas do novo cenário musical que já estiveram no festival.
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O Santos Jazz Festival é também uma importante fonte de movimentação da economia, com forte geração de renda. São mais de 200 profissionais entre produção, artistas e todo staff de retaguarda de palco, iluminação, área de alimentação e segurança. A economia criativa também será incentivada, com a presença do bazar Villarejo Art.
O evento beneficia vários outros setores da economia local: hoteleiro, restaurantes, bares, empresas de estrutura, bombeiros civis, profissionais de segurança e toda rede de prestação de serviços, como os motoristas de aplicativos, o que contribui para a economia girar.
O festival contará com infraestrutura capaz de oferecer experiência de conforto, segurança e qualidade ao público. O projeto contempla palco com os melhores recursos audiovisuais, área coberta, sanitários públicos e coleta seletiva de resíduos.
A praça de alimentação terá opções variadas salgadas e doces de gastronomia, inclusive, com alternativa vegana, além de bar com água, vinho, refrigerante, drinques e o chope Estiva. Haverá, ainda, segurança particular e o apoio da Guarda Municipal de Santos, e das polícias Civil e Militar.
O 12º Santos Jazz Festival tem patrocínio das empresas Compass e Santos Brasil. A correalização é da Secretaria Municipal de Cultura, apoio institucional do Sesc Santos e Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Confira a programação completa:
25 de julho (quinta-feira) - 19 horas no Teatro do Teatro do Sesc - Abertura oficial:
26 de julho (sexta-feira) no Arcos do Valongo (Centro Histórico):
27 de julho (sábado) no Arcos do Valongo (Centro Histórico):
28 de julho (domingo) no Arcos do Valongo (Centro Histórico)
Programação paralela - Arcos do Valongo – (Centro Histórico)
Horários: