Criminoso aborda clínicas de estética e asilos pelo WhatsApp e finge ser funcionário da prefeitura

Proprietários de clínicas de estética e instituições de longa permanência para idosos, em Santos, litoral paulista, estão no alvo de uma tentativa de estelionato aplicado por um falso fiscal sanitário.
Um homem, que se apresenta como funcionário da Seção de Vigilância Sanitária (Sevisa), tem entrado em contato com empresários locais pelo WhatsApp; ele exige o pagamento imediato de R$1,5 mil, via chave Pix, para supostamente cancelar autos de infração e evitar a aplicação de multas severas ou o lacre do estabelecimento comercial.
O alerta ganhou força após a Vigilância Sanitária da cidade registrar o relato de pelo menos quatro proprietários de estabelecimentos abordados pela fraude em um único dia.
Entre os alvos prioritários do golpista estão clínicas de estética, espaços de beleza e instituições de longa permanência para idosos, locais sujeitos a regras rigorosas de licenciamento sanitário, e que demandam autorizações específicas para funcionamento.
No contato, o falso servidor adota um tom intimidador e alega a existência de denúncias graves contra a unidade, oferecendo a "solução" financeira imediata pelo aplicativo de mensagens como forma de arquivar o suposto processo administrativo.
As autoridades municipais destacam que não há registro formal de quantas empresas receberam a mensagem e nem se algum comerciante chegou a efetuar a transferência bancária exigida pelo estelionatário.
Para proteger a categoria contra extorsões, a Seção de Vigilância Sanitária de Santos esclarece que as inspeções municipais seguem ritos administrativos estritamente presenciais, nunca por meios virtuais e fundamentados em documentos oficiais.
Os servidores do órgão atuam sempre identificados com crachás funcionais e uniformes do município ao fazerem vistorias de rotina e em atendimento a denúncias. A conduta dos fiscais sanitários atende aos seguintes parâmetros operacionais:
Inexistência de cobrança direta: nenhum agente público de fiscalização solicita valores, faz cobranças em dinheiro vivo, exige Pix nem solicita transferências bancárias sob qualquer justificativa;
Procedimento em caso de irregularidade: caso alguma inadequação sanitária seja constatada no local, o fiscal lavra presencialmente o Auto de Infração e Imposição de Penalidade (AIIP) ou o Termo de Intimação, entregando a cópia física ao responsável legal;
Emissão de guias oficiais: as multas resultantes de autuações são recolhidas exclusivamente por meio de guias de arrecadação municipal (DADM/boletos) emitidas pelos canais oficiais da prefeitura, com código de barras, vencimento formal e destinação à conta pública do tesouro municipal;
Negociação financeira proibida: fiscais não possuem autonomia para negociar descontos, aceitar pagamentos para "aliviar" exigências nem interromper processos administrativos mediante repasse financeiro informal.
A orientação expressa aos empresários que receberem mensagens via whatsapp e ligações com cobranças do gênero é não efetuar qualquer tipo de pagamento, interromper a conversa imediatamente e bloquear o contato do suspeito.
O registro de boletim de ocorrência por tentativa de estelionato junto à Polícia Civil é fundamental para subsidiar as investigações da equipe de inteligência policial.
Comerciantes que estiverem com dúvidas sobre a veracidade de notificações, processos em aberto ou quiserem confirmar a identidade de um fiscal municipal podem entrar em contato direto com a Vigilância Sanitária de Santos: