MUNDO ANIMAL

Serpente da espécie Bothrops jararaca é resgatada no centro de Guarujá

Animal adulto, saudável e com cerca de um metro, foi resgatado e devolvido ao seu habitat por uma equipe da GCM Ambiental

Redação
Publicado em 31/05/2024, às 12h17 - Atualizado às 13h26

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Serpente foi solta em uma área de proteção ambiental na serra do Guararu - Divulgação/GCM Guarujá
Serpente foi solta em uma área de proteção ambiental na serra do Guararu - Divulgação/GCM Guarujá

Uma cobra da espécie Bothrops jararaca foi resgatada, na manhã de quinta-feira (30), no centro de Guarujá, no litoral de São Paulo. A serpente, de cerca de um metro de comprimento, foi localizada por uma equipe da GCM Ambiental, após ser acionada por outra viatura da corporação (GCM).

Os guardas ambientais receberam solicitações de moradores a respeito da presença da serpente na área urbana da cidade e, ao chegar ao local, a equipe da GCM Ambiental constatou que se tratava de uma jararaca adulta, sem sinais de ferimentos e em boas condições de saúde.

Ainda de acordo com a GCM, a cobra estava enrolada na base de uma palmeira, entre a avenida Puglisi e o viaduto Floriberto Mariano, no centro. Os agentes realizaram a captura da serpente com equipamentos apropriados e a levaram para uma área de proteção ambiental na serra do Guararu.

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Cobra jararaca

A palavra jararaca vem do tupi e resulta das palavras yarará e ca, que significam, respectivamente, “cobra grande”. As jararacas podem atingir pouco mais de 1,5 metro de comprimento e são responsáveis por mais de 90% dos acidentes com cobras peçonhentas no país.

A bióloga Camila Issagawa, especializada em biologia marinha e gerenciamento costeiro, formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que, apesar de serem consideradas assustadoras para diversas pessoas, as jararacas são importantes ecologicamente por realizarem controle biológico de roedores e sapos e, também, por servirem de alimento para mamíferos de médio e pequeno porte como cachorros-do-mato, gambás e também para as aves de rapina. Portanto, a diminuição no número de jararacas pode influenciar negativamente no equilíbrio das teias alimentares existentes em locais tão biodiversos como a Mata Atlântica, como é o caso do litoral paulista.

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