Encontro na sexta-feira (4) ocorreu após dias de problemas de abastecimento na cidade; Sabesp apresentou plano de ações para solução definitiva

A falta de água que afetou cerca de 20 mil moradores do distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo, desde o dia 28 de março, resultou em reunião entre a prefeitura, Câmara Municipal e a Sabesp, na sexta-feira (4), no paço municipal Moacir dos Santos Filho. A companhia foi duramente criticada e cobrada por um abastecimento adequado na cidade.
O prefeito Farid Madi afirmou que a indignação dos vereadores durante o encontro é um reflexo de todos os moradores: “Esse sentimento é o sentimento da população. Está certo. Guarujá é a única cidade da Baixada Santista que sofre com esse problema. São anos de promessas não cumpridas”.
A diretora de Operações da Sabesp, Débora Longo, compareceu ao encontro e pediu desculpas pelos transtornos causados à população, além de apresentar um plano de ações de médio e longo prazos da empresa para resolver de maneira definitiva o problema. Entre as medidas, ela destaca, a partir de junho, a operação do reservatório de Morrinhos, que já deve diminuir as recorrências de falta de água.
“Está claro que a postura da Sabesp mudou em relação a Guarujá e isso é positivo. Mas vamos continuar cobrando a empresa e defendendo nossa cidade”, afirmou o prefeito, junto com os secretários que integram o Gabinete de Crise. Ainda, segundo a prefeitura, novas medidas judiciais e administrativas são estudadas para exigir o cumprimento integral dos compromissos firmados pela Sabesp junto ao município.
A falta de abastecimento iniciou na sexta-feira (28), em Vicente de Carvalho e, com isso, o prefeito Farid Madi decretou no dia 1º, a criação do Gabinete de Crise, responsável por coordenar as ações emergenciais e cobrar a efetividade do contrato firmado com a Unidade Regional de Abastecimento de Água e Esgoto (URAE 1). O grupo é coordenado pelo secretário de Meio Ambiente, Bruno Tacon Cardoso, e composto por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Segurança Climática; Coordenação Governamental; Infraestrutura e Obras; Saúde; Operações Urbanas e Planejamento.
Na quarta-feira (2), foi reforçado o envio de caminhões-pipa para abastecimento emergencial de escolas, unidades de saúde e residências com caixas d’água. O número de caminhões saltou de 16 para 26 na quinta-feira, e para 30, nesta sexta-feira. Ainda assim, 15 mil moradores continuam sem abastecimento.
A prefeitura destacou que o Gabinete de Crise continuará a atuar até a normalização garantida do abastecimento, além da apresentação de um plano estrutural.