Estado contabilizou apenas 45 ocorrências em setembro, o melhor resultado da série histórica do Inpe; clima e fiscalização ajudam na marca
Redação
Publicado em 14/10/2026, às 17h23

O estado de São Paulo registrou 45 focos de calor em setembro de 2026, o menor número para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.
O resultado representa redução de 96% na comparação com os 1.011 focos apontados em setembro de 2025. Até então, a menor marca para o período pertencia a 2009, com 148 ocorrências.
O balanço dá sequência ao cenário observado em agosto, quando o território paulista também obteve o menor número de focos da história, com 171 alertas. A queda nos índices decorre de condições meteorológicas favoráveis, com maior umidade e menos vegetação seca.
Ações preventivas, monitoramento e fiscalização do governo estadual também impulsionaram o resultado. O diretor de Proteção e Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), André Rocha, afirma que o novo recorde reforça a importância da atuação integrada, mas exige atenção contínua.
“Os números de setembro mostram um resultado muito positivo para São Paulo e confirmam a importância de manter uma atuação permanente durante a temporada de estiagem. As condições climáticas contribuíram para reduzir a possibilidade de propagação do fogo, mas esse cenário também encontra um estado mais preparado, com monitoramento contínuo, fiscalização, prevenção e equipes mobilizadas em áreas prioritárias. O novo recorde é motivo de satisfação, mas também reforça a necessidade de seguirmos atentos e atuando de forma preventiva”.
Para a temporada de estiagem deste ano, o governo paulista investiu mais de R$400 milhões em ações de prevenção. A estratégia abrange o acompanhamento meteorológico, o uso de imagens de satélite, inteligência artificial e a fiscalização de áreas de risco.
Os alertas via satélite identificam anomalias térmicas na superfície e guiam os técnicos da Semil. O trabalho de campo, que já soma mais de 3,3 mil quilômetros percorridos na Fase Vermelha, inclui a orientação da população e o acompanhamento de áreas vulneráveis.
Nas Unidades de Conservação, sob gestão da Fundação Florestal, os impactos do fogo também diminuíram. Confira o comparativo entre os meses de setembro de 2025 e 2026:
Área total atingida: queda de 1.365,3 hectares para cerca de 11,6 hectares;
Área interna das unidades: redução de 336,8 hectares para 1,6 hectare;
Entorno (zona de amortecimento): queda de 1.028,5 hectares para 10 hectares;
Boletins de ocorrência de incêndio (BOIs): diminuição de 37 para apenas dois registros.
A Operação SP Sem Fogo desenvolve atividades de enfrentamento ao longo do ano. A iniciativa atua em parceria entre a Semil, a Secretaria de Segurança Pública e a Defesa Civil, com o apoio de órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental.