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'Combustível batizado': saiba como exigir teste na bomba e evitar golpes nos postos

Órgãos de fiscalização alertam motoristas sobre preços suspeitos e ensinam o passo a passo para verificar equipamentos e denunciar adulterações


Redação
Publicado em 24/09/2026, às 09h03

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Frentista segurando bomba de combustível para abastecer veículo
Motorista tem o direito de exigir teste gratuito de combustível na bomba antes de abastecer - Divulgação/Governo de SP


Os motoristas que circulam pelas cidades do estado de São Paulo contam com mecanismos práticos para identificar irregularidades na quantidade e na qualidade do combustível. O Procon-SP e o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) emitiram orientações detalhadas para orientar o consumidor a evitar fraudes nas bombas e acionar a fiscalização em caso de suspeita de adulteração.

De acordo com os especialistas do Procon-SP, os cuidados preventivos começam antes mesmo de estacionar o veículo no pátio. Preços cobrados muito abaixo da média de mercado na região representam o primeiro indício de fraude.

Como a margem de lucro por litro no setor é naturalmente estreita, valores excessivamente baixos costumam esconder golpes volumétricos na medição ou produtos misturados com substâncias indevidas, a prática conhecida popularmente como 'gasolina batizada'.

No caso do etanol, o condutor deve conferir visualmente a existência do densímetro, aparelho obrigatório instalado na parte superior da bomba com instruções claras de leitura. Além disso, o consumidor deve verificar a presença do selo de aferição emitido em conjunto pelo Inmetro e pelo Ipem-SP, certificado que deve estar afixado em todos os equipamentos em funcionamento comercial.

Conforme as normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), todo posto de combustível é obrigado a manter funcionários treinados para executar testes de qualidade imediatos diante do cliente, sempre que solicitados.

O procedimento analisa a composição química e atesta se o produto atende às exigências regulatórias antes da finalização da compra.



Para evitar prejuízos mecânicos e financeiros, os órgãos de fiscalização recomendam acompanhar o procedimento do lado de fora do carro, adotando a seguinte checagem:

  • Conferir se o bico conectado ao tanque é exatamente o do combustível pedido;
  • Checar se o mostrador da bomba começa a marcar a partir do zero;
  • Verificar se o preço exibido no visor digital confere com o anunciado na entrada;
  • Acompanhar o fluxo até o término para só depois se dirigir ao caixa;
  • Exigir sempre o cupom ou nota fiscal, conferindo se os litros e valores descritos batem com a bomba.

Ainda de acordo com as orientações, manter o hábito de abastecer nos mesmos postos de confiança também facilita responsabilizar o comércio caso o automóvel apresente falhas mecânicas dias depois. Suspeitas de irregularidades na qualidade do combustível podem ser registradas no portal do Procon-SP, com a indicação do endereço, tipo de derivado e número do bico.

Já problemas ligados à quantidade entregue ou defeitos no equipamento de medição devem ser informados à ouvidoria do Ipem-SP pelo telefone gratuito 0800 013 0522, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo e-mail [email protected] e no site oficial do órgão.



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