ACORDO DE PAZ

Acordo suspende greve por 5 dias e garante serviços de limpeza no litoral paulista

Justiça sugeriu reajuste salarial de 4,8% aos trabalhadores e manutenção das cláusulas sociais; nova assembleia será realizada nesta quinta-feira (11)

Estéfani Braz
Publicado em 10/07/2024, às 19h27 - Atualizado às 21h06

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Audiência de conciliação foi realizada na quarta-feira (10) - Divulgação/Siemaco
Audiência de conciliação foi realizada na quarta-feira (10) - Divulgação/Siemaco

A Justiça do Trabalho de São Paulo realizou, na quarta-feira (10),  audiência de conciliação entre o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco), para a paralisação dos serviços de limpeza urbana e coleta seletiva nas cidades da Baixada Santista, a partir da 0h desta quinta-feira (11).

A juíza auxiliar da vice-presidência judicial, Soraya Galassi Lambert, propôs uma cláusula de paz para que continuem as negociações e a greve seja suspensa até a próxima segunda-feira (15).  A magistrada também sugeriu reajuste salarial de 4,8% aos trabalhadores e manutenção das cláusulas sociais e dos percentuais já vigentes para os demais itens de natureza econômica.

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O presidente do Siemaco, André Domingues de Lima, afirmou que os trabalhadores merecem ser valorizados. “É um pessoal que não pára nunca. É chuva e sol. Estão sempre aí. E a empresa fica financiando corrida, futebol aqui em Santos, na Portuguesa Santista, é em Praia Grande, é em Bertioga, é em Guarujá e não tem condições de dar um aumento decente para os funcionários deles? Essa que é a nossa indignação”.

Uma assembleia foi convocada para esta quinta-feira (11), a partir das 5h, para que os trabalhadores possam discutir a proposta apresentada pela Justiça. O sindicato patronal informou que a sugestão da magistrada será analisada pela empresa. A resposta precisa ser enviada  até a próxima segunda-feira. 

Lima ressaltou que é preciso colaboração por parte da empresa para que não haja a deflagração da greve. "Segunda-feira, a empresa precisa dar uma resposta para a gente. Se não tiver a resposta, teremos uma outra audiência para ver como a gente faz". 

TERRACOM

Na quarta-feira (10), a reportagem tentou novo contato com a Terracom, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço está aberto para a empresa se manifestar e, quando o fizer, a matéria será atualizada.

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Estéfani Braz

Estéfani Braz

Formada em Comunicação Social na Faculdades Integradas Teresa D'Ávila

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