Ruínas da Ermida: veja como visitar estrutura do século 16 na praia da Armação das Baleias

Monumento histórico localizado no Guarujá pode ser visitado por trilha em meio à Mata Atlântica

Manoela Cardozo
Publicado em 19/06/2026, às 17h00

Ruínas da Ermida preservam um dos mais antigos patrimônios históricos do litoral paulista - Reprodução/Prefeitura de Bertioga


As ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê estão entre os patrimônios históricos mais antigos do litoral paulista.

Localizadas na praia da Armação das Baleias, no Guarujá, elas atraem visitantes interessados em conhecer um importante marco da colonização brasileira enquanto desfrutam de uma área cercada por Mata Atlântica preservada.

A estrutura, que remonta ao século 16, faz parte de um roteiro histórico pouco conhecido da cidade. Além do valor cultural, o local oferece uma experiência diferente para quem busca contato com a natureza e deseja fugir das praias mais movimentadas da região.



Como visitar as Ruínas da Ermida?

Conforme explicado pelo Costa Norte, o acesso às ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê pode ser feito por terra ou por mar. A opção mais comum é seguir pela rodovia Ariovaldo de Almeida Viana (SP-061), estrada que liga Guarujá a Bertioga.

No quilômetro 23 da rodovia está a entrada da trilha que leva ao monumento histórico e à praia da Armação das Baleias. O percurso é considerado fácil e dura cerca de 20 minutos, passando por uma área de vegetação nativa.

Também é possível chegar ao local por embarcações de pequeno porte que fazem a travessia pelo Canal de Bertioga. A visitação é gratuita.



Quem pretende ir de carro deve ficar atento. Não há estacionamento oficial próximo à trilha, e a prefeitura orienta os visitantes a respeitarem a sinalização da rodovia para evitar multas e outras infrações.

Um dos monumentos mais antigos do litoral paulista

A Ermida de Santo Antônio do Guaibê foi construída em 1560. A edificação utilizou materiais comuns da época, como pedras e óleo de baleia, empregado na argamassa durante o período colonial. Ao longo dos anos, o espaço serviu como ponto de apoio religioso para moradores, viajantes e trabalhadores que circulavam pela região.

Atualmente, parte das paredes originais permanece preservada. O monumento é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que garante sua proteção e reforça sua importância para a memória histórica do país.



Registros históricos também associam o local à passagem de missionários jesuítas durante o período da colonização, incluindo referências ao Padre José de Anchieta.

As ruínas da Ermida estão localizadas ao lado da Praia da Armação das Baleias, uma das menores do Guarujá, com aproximadamente 50 metros de extensão.



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