Trabalhar em pé ou sentado: qual forma pode exigir mais do corpo?

Estudos mostram que alternar posições são as melhores estratégias para proteger a coluna, a circulação e a saúde metabólica

Patrícia Oliveira
Publicado em 11/09/2026, às 15h27

Especialistas explicam os riscos de cada posição e a frequência ideal para se movimentar - Reprodução/Envato


Passar a maior parte do expediente em frente ao computador tornou-se a regra para a maioria dos trabalhadores. No entanto, o tempo prolongado na mesma posição — seja sentado ou em pé — impõe severos limites ao corpo.

Enquanto o sedentarismo de ficar sentado por longas horas está associado ao aumento do risco do diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, dores na coluna e diminuição da expectativa de vida, permanecer em pé parado por períodos longos também pode causar fadiga muscular, varizes e dores articulares nas pernas e na região lombar.

Para combater esses efeitos, muitas empresas e profissionais adotaram as mesas ajustáveis (estações sit-stand), que permitem alternar entre trabalhar sentado e em pé. Especialistas apontam que a chave para a saúde ocupacional não é a permanência estática em uma única postura, mas, sim, a variação de movimentos ao longo do dia.



Ficar em pé parado por mais de 40 minutos contínuos já é o suficiente para gerar desconforto musculoesquelético. Por outro lado, pequenas pausas de dois a cinco minutos a cada meia hora, seja para caminhar, alongar ou fazer exercícios simples de resistência,  trazem ganhos expressivos para a circulação sanguínea, o controle da glicose e o alívio da pressão sobre os discos intervertebrais.

Ergonomia

A adequação ergonômica nas estações previne distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort), como tendinites, lombalgias e a síndrome do túnel do carpo. 

Guia prático: como ajustar sua estação de trabalho sentado

Além disso, quadros como a chamada "amnésia glútea" (perda de ativação da musculatura das nádegas) e problemas de circulação, como a trombose, podem ser evitados com a inclusão de caminhadas e exercícios de fortalecimento fora do horário de expediente.



A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana. Contudo, para quem ainda não atinge essa meta, qualquer movimento conta: trocar o elevador pelas escadas, levantar-se durante chamadas telefônicas e alternar a postura na mesa de trabalho ajudam a quebrar o ciclo do sedentarismo corporativo.

Para mais conteúdos