DORMIR MELHOR

Dor na coluna ao levantar: entenda como o colchão certo alivia a lombalgia e quando procurar um médico

Dormir em superfícies rígidas demais ativa pontos de pressão que travam a coluna; travesseiro entre os joelhos reduz a carga sobre a região lombar

pessoa acordando com dor nas costas
Alinhamento neutro da coluna durante o sono reduz a sobrecarga na região lombar e evita o cansaço matinal - Reprodução/Envato


A resposta direta é sim: o tipo de colchão influencia diretamente no aparecimento e na melhora da dor lombar. Ao contrário do mito popular mantido por décadas, de que a superfície deve ser extra firme, pesquisas recentes mostram que colchões excessivamente rígidos aumentam a pressão sobre a pele e as articulações.

Essa compressão ativa receptores de dor (nociceptores), gerando rigidez muscular e desconforto ao acordar. O objetivo do colchão ideal não é travar a coluna, mas oferecer um suporte que respeite a curvatura natural do corpo e distribua o peso de forma homogênea.

Modelos de média firmeza, especialmente os de molas ensacadas, que acomodam ombros e quadris, apresentam os melhores índices de alívio da lombalgia, permitindo que a pessoa se movimente à noite sem forçar a musculatura.

Já os colchões de espuma de alta densidade sem troca há mais de três anos tendem a formar deformações e buracos, desalinhando a postura e fazendo com que a dor seja mais intensa logo nas primeiras horas do dia.

A posição ao deitar também determina o nível de estresse sobre os discos intervertebrais. Dormir de lado com um travesseiro entre os joelhos (posição semi-flower) é a postura que melhor adapta a coluna em superfícies intermediárias.

Para quem prefere dormir de costas, posicionar um travesseiro embaixo dos joelhos ajuda a relaxar e evita a hiperlordose. Por outro lado, dormir de bruços deve ser evitado, pois força a região lombar e o pescoço.



Embora a troca do colchão velado e o ajuste da postura tragam grande alívio, a dor nas costas é multifatorial. O sedentarismo, a falta de fortalecimento muscular, o estresse e condições como hérnias de disco ou doenças inflamatórias também desempenham papel central.

Caso o desconforto persista por mais de três semanas, piore progressivamente, venha acompanhado de formigamento nas pernas ou trave os movimentos matinais por mais de 30 minutos, a avaliação de um médico especialista em coluna é indispensável.

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