PRESSÃO ALTA

Hipertensão atinge 30% dos adultos no país; saiba quais exames simples identificam o risco cardíaco

Doenças silenciosas como pressão alta, diabetes e colesterol elevado evoluem sem sintomas; médicos orientam a importância da avaliação individualizada


Redação
Publicado em 05/09/2026, às 15h41

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paciente em consulta médica, imagem de reprodução
Aferição da pressão e exames de sangue simples ajudam a identificar o risco de infarto e AVC antes do surgimento de sintomas - Reprodução/Magnific


A hipertensão arterial já atinge quase 30% da população adulta no Brasil. O avanço da pressão alta, somado ao crescimento dos casos de diabetes e ao aumento dos índices de colesterol elevado, mantém as doenças cardiovasculares no topo das principais causas de morte no país. Por serem problemas de saúde que evoluem de forma silenciosa e sem dor, a identificação precoce depende diretamente de acompanhamento médico e exames de rotina.

A avaliação do risco de um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) não exige, na maioria dos casos, exames complexos ou de alta tecnologia no primeiro momento. A investigação inicial é feita com procedimentos simples disponíveis na rede pública e privada de saúde. A aferição da pressão arterial, o perfil lipídico (que mede colesterol total, HDL, LDL e triglicérides) e os testes de glicemia e hemoglobina glicada são os pilares para identificar alterações metabólicas.

Médicos cardiologistas alertam que não existe um exame único capaz de prever um evento cardíaco. A análise em consultório cruza os resultados laboratoriais com a idade do paciente, hábitos de vida, peso corporal e, principalmente, o histórico familiar de problemas cardíacos precoces. Essa combinação de fatores determina se o paciente precisa apenas de mudanças no estilo de vida ou de investigação complementar.

Exames mais específicos, como eletrocardiograma, teste ergométrico em esteira e ecocardiograma, não devem ser feitos de forma indiscriminada. Eles são indicados caso o paciente apresente fatores de risco acumulados ou sinais de alerta que exigem atenção imediata, como dores no peito, falta de ar, palpitações, tonturas frequentes e cansaço excessivo sem causa aparente.

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