Sistema se formou no Atlântico Sul e é o primeiro ciclone atípico nomeado na costa brasileira desde 2024
Lais Seguin
Publicado em 04/03/2026, às 10h55
O fenômeno nomeado de Ciclone Caiobá se formou na segunda-feira (2) no Atlântico Sul, em alto-mar. Este ciclone chamou atenção por ser raro na região e apresentar características incomuns para a costa brasileira.
Meteorologistas acompanham o sistema, com registro de imagens de satélite e dados sobre ventos e pressão. Mesmo no litoral, o Caiobá já movimenta estudos sobre correntes e padrões climáticos.
Navegadores e pescadores observam cada movimento da tempestade, enquanto pesquisadores analisam possíveis impactos em áreas oceânicas e no clima das próximas semanas.
A Marinha do Brasil informou que o Caiobá apresenta pressão central de 1003 hPa e está localizado a 30°S e 32°W, em alto-mar. O sistema segue para Sul-Sudeste, afastado do continente.
Os ventos sustentados variam entre 50km e 61km/h, com rajadas de até 74km/h, equivalente à força 7/8 na escala Beaufort.
Informações oficiais podem ser acompanhadas no site da Marinha do Brasil e na Metsul Meteorologia.
O ciclone continua classificado como tempestade subtropical. Na madrugada de terça-feira (3), tendência foi de enfraquecimento, com previsão de reclassificação para depressão subtropical, mantendo ventos entre 28 e 33 nós (52 a 61km/h).
O deslocamento seguirá para Sudeste, o que faz com que não haja impacto direto sobre o litoral brasileiro, mantendo-se em área oceânica.
O último ciclone atípico nomeado na costa brasileira foi a tempestade subtropical Biguá, em dezembro de 2024. Biguá chegou a ventos de até 95km/h e depois se tornou ciclone extratropical, provocando vento forte e danos localizados no sul do país.
No Brasil, apenas ciclones atípicos (subtropicais ou tropicais) recebem nomes. Sistemas extratropicais são comuns e não têm nomenclatura oficial, mesmo quando causam ventos intensos ou chuva.
Ciclones extratropicais se formam em latitudes médias e altas, com núcleo frio, alimentados pela diferença de temperatura entre massas de ar.
Ciclones subtropicais, como o Caiobá, combinam características de sistemas tropicais e extratropicais, podendo apresentar núcleo parcialmente quente em níveis mais altos da atmosfera.
Já os ciclones tropicais se formam sobre águas quentes, com núcleo quente em diferentes camadas e potencial de intensificação.
Para receber nome, no Brasil, sistema precisa ser subtropical ou tropical e apresentar vento sustentado acima de 60km/h. Caso contrário, é classificado apenas como depressão.
O ciclone recebeu o nome Caiobá, derivado da língua tupi antiga, que significa “habitante da mata”. A Marinha do Brasil define os nomes seguindo critérios nacionais e internacionais, para facilitar a identificação e acompanhamento de cada tempestade.
O nome ajuda meteorologistas, pesquisadores e navegadores a diferenciar Caiobá de outros fenômenos em formação na costa e no Atlântico Sul.
O Ciclone Caiobá atende aos critérios de tempestade subtropical neste momento, mas a Marinha prevê enfraquecimento gradual nas próximas horas. Acompanhar informações oficiais é a forma mais segura de se manter atualizado sobre o fenômeno.
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