Cidade do litoral de SP decreta calamidade administrativa

Com auditoria apontando risco à operação do município, prefeitura publicou decretos de emergência para reordenar gastos e contratos

Mayumi Kitamura
Publicado em 25/07/2025, às 11h08

Decretos buscam garantir medicamentos, alimentação e serviços de saúde e educação no município - Gabriel Freitas/Prefeitura de Mongaguá


A prefeitura de Mongaguá decretou calamidade administrativa e autorizou a quebra da ordem cronológica de pagamentos. As medidas foram publicadas no Diário Oficial na terça-feira (22), após  auditoria interna apontar grave crise orçamentária, com risco de descontinuidade nos serviços públicos.

O decreto nº 7.877 permite que pagamentos deixem de seguir a ordem habitual e sejam feitos com prioridade para áreas como saúde, educação e segurança. “A ideia é pagar primeiro aquilo que é mais importante para o município e para a coletividade”, explicou o procurador-geral Sandro Abreu Ferreira.

Já o decreto nº 7.879 reconhece calamidade administrativa no âmbito das contratações públicas. Com isso, a prefeitura poderá firmar contratos emergenciais, enquanto os processos licitatórios regulares estiverem em andamento. A medida abrange aquisição de medicamentos, alimentos e outros itens essenciais.



Ferreira reforçou que as exceções seguem a nova Lei de Licitações. “Só faremos contratações emergenciais para os serviços essenciais. O que puder esperar, esperará o processo licitatório”, afirmou. O Tribunal de Contas do Estado foi notificado sobre os decretos na quarta-feira (23).

As ações fazem parte do plano da Comissão de Auditoria Interna instalada no início do mandato da prefeita Cristina Wiazowski, eleita em 8 de junho e diplomada em 10 de julho. O objetivo é reorganizar a gestão municipal sem interromper os atendimentos à população.



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